Cresce pressão pela saída de Mano Menezes no Corinthians

Cresce pressão pela saída de Mano Menezes no Corinthians

Após eliminação na Copa do Brasil, só o presidente Mário Gobbi, isolado, ainda banca permanência do treinador até dezembro

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2014 | 05h00

A eliminação do Corinthians na Copa do Brasil antecipou a discussão em torno da saída de Mano Menezes. Se a troca de técnico já era dada como certa ao fim da temporada, a goleada por 4 a 1 para o Atlético Mineiro aumentou a pressão dentro do clube para que o treinador seja demitido.

A avaliação dos que defendem a mudança imediata é que até mesmo a vaga na Libertadores do próximo ano está sob risco. A diferença do time para o 4.º colocado, no entanto, é de apenas um ponto (46 a 47). Esse é o pensamento de boa parte dos diretores do clube. Na visão deles, o presidente Mário Gobbi, isolado, é o único que banca a permanência de Mano Menezes até o termino de contrato, em dezembro.


“Faltam 45 dias para terminar a temporada. Não tem o menor sentido se falar em troca de treinador”, disse Gobbi logo após a goleada na noite de quarta-feira, no Mineirão. Os três próximos jogos serão decisivos para a permanência do treinador: Internacional, Vitória e Palmeiras. Essa sequência pode garantir Mano até o fim do contrato ou selar sua saída, segundo dirigentes.

Dois nomes fortes e uma “terceira via” são opções caso Mano seja demitido ou ele mesmo decida sair antes do final do contrato. Oswaldo de Oliveira e Tite são as primeiras opções. Ambos estão sem clube.A “terceira via” seria o time terminar a temporada pelas mãos dos ex-jogadores que trabalham com o elenco. O auxiliar técnico Sylvinho, que é contratado do clube, comandaria a equipe, com o apoio dos “cartolas” Edu Gaspar e Alessandro.

Gobbi disse, antes da derrota para o Galo, que será o próximo presidente quem vai definir o nome do futuro treinador. As eleições estão marcadas para a primeira quinzena de fevereiro.Isso criou um problema para definir o sucessor de Mano. Por isso Gobbi afirmou que faria uma reunião com candidatos para tentar chegar a um nome de consenso.Dirigentes ouvidos pelo Estado afirmaram que é impossível haver um consenso. “Que consenso? Vamos ter dois técnicos ano que vem?”, afirmou um deles.

O candidato da situação será o ex-diretor de futebol Roberto de Andrade. Ele vai lançar sua candidatura no próximo mês e terá o apoio do ex-presidente Andrés Sanchez. É visto como favorito ao pleito. Roberto tem ótimo relacionamento com Tite e com Oswaldo de Oliveira.

Já a oposição ainda discute qual será o candidato. O nome de Paulo Garcia, que perdeu as últimas eleições, deve ser o escolhido para disputar o pleito. E se dependesse da oposição Mano Menezes também seria demitido agora. Tite é a primeira opção entre os oposicionistas, embora cogitem apostar em Vanderlei Luxemburgo. Em meio a decisão de manter Mano ou contratar um novo técnico, o clube também decide uma nova reformulação para 2015 e o que fazer com Emerson Sheik, que tem contrato até julho de 2015.

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