Crescimento da torcida preocupa SP

Não é só com os problemas internos que os dirigentes do São Paulo estão tendo de lidar neste momento. O crescimento abrupto da torcida são-paulina tornou-se uma grande dor de cabeça para a cúpula do clube. Segundo já previa pesquisa Gallup, feita em 1992, os são-paulinos iriam se firmar como a segunda maior torcida da capital. Na ocasião, já haviam ultrapassado o Palmeiras, chegando a 15,5% dos torcedores, contra 12,2% do rival. Mais recentemente, pesquisa Lance-Ibope confirmou estes números colocando o São Paulo como o time de segunda maior torcida no estado, com 12%. O clima aristocrático nas arquibancadas tricolores já não existe mais. Mais popular, o São Paulo começa a sofrer as conseqüências desta mudança. A cobrança está quase insuportável para jogadores e dirigentes e, diferentemente da tradição do clube, as invasões de campo e ofensas mais incisivas tornaram-se comuns. "Há alguns anos, o protesto dos torcedores tricolores consistia em não ir ao campo", lembra o conselheiro José Paulo Leal, consultor da presidência. Para a partida contra o Corinthians, domingo, em Presidente Prudente, o zagueiro Rogério Pinheiro e o meia Júlio Baptista são dúvida. O meia Kaká, suspenso, não joga. A diretoria disse que deverá anunciar nos próximos dias a contratação de um lateral-esquerdo para substituir Alemão, emprestado ao Coritiba. Dias não descartou o interesse do clube no meia Leonardo, do Milan. Já o goleiro Rogério Ceni também interessaria ao Arsenal, da Inglaterra.

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