Crimes relacionados a torcidas deixam 4 mortos na Argentina em 15 dias

O assassinato do ex-chefe de uma torcida organizada do clube argentino Newell's Old Boys, ocorrido nesta madrugada na cidade de Rosário, eleva para quatro o número de mortos desde o último dia 4 na Argentina em crimes ligados a torcidas.

EFE

19 de março de 2010 | 15h07

Roberto Camino, de 50 anos, foi baleado por um grupo de desconhecidos que deixaram seu corpo em frente a um hospital de Rosário após uma "emboscada", disse seu advogado, Carlos Varela.

Varela relatou à imprensa argentina que seu cliente tinha comentado nos últimos dias que estava sendo "perseguido", mas não disse por quem.

Camino tinha sido condenado a três anos de prisão por liderar atos violentos, teve sua entrada proibida no estádio do Newell's e precisava apresentar-se à Polícia sempre que a equipe jogasse em casa.

A onda de assassinatos em brigas de torcidas começou no último dia 4, quando um policial morreu após um tiroteio entre torcedores do Estudiantes na estação ferroviária de La Plata.

Uma semana depois, o filho de um ex-membro da torcida organizada do Rosario Central foi assassinado na porta de casa, atacado por um grupo armado que disparou cinco tiros na vítima, identificada pela Polícia como Juan Bustos, de 34 anos.

No mesmo dia, a luta pela liderança da torcida organizada do Defensa y Justicia, da segunda divisão argentina, também matou Gonzalo Galarza, de 21 anos, ferido com uma faca durante uma briga ocorrida na cidade de Lomas de Zamora.

Os autores do crime foram detidos e vários deles têm "pesados" antecedentes penais, segundo a Polícia. A imprensa argentina aponta que as torcidas organizadas contam com "fortes ligações políticas e apoio de muitos dirigentes" dos clubes.

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