Cris: indicação é uma honra

O zagueiro Cris, do Lyon, não é cercado pela mesma badalação que craques como Robinho, Ronaldo ou Ronaldinho Gaúcho. No entanto, seu nome ganhou muito destaque nesta semana, depois que a revista France Football o indicou como um dos 50 candidatos ao troféu Bola de Ouro, tradicional prêmio ao melhor jogador da temporada no futebol europeu.Há um ano e meio na França, o ex-zagueiro de Corinthians e Cruzeiro atravessa a melhor fase de sua carreira. Titular absoluto do Lyon ? cinco gols em 42 jogos ?, acredita que a indicação ao prêmio é uma recompensa pelo bom trabalho que tem feito no futebol europeu.?Lógico que a gente sabe que dificilmente jogadores de defesa ganham esse prêmio. Sempre meias ou atacantes é que levam. Mas vale o reconhecimento ao meu trabalho. Só de estar entre os 50 é uma honra. Eu não esperava. Para um zagueiro, fica difícil esperar alguma coisa. Mas acho que tudo isso está acontecendo pelo meu trabalho na Europa, principalmente porque estou aqui há pouco tempo e ainda assim já me destaquei?, comenta o jogador.Era tudo o que Cris precisava para continuar com um dos grandes projetos que tem: a Seleção Brasileira ? um pouco distante, já que seu nome não esteve nas últimas listas de Parreira.?Jogar uma Copa do Mundo é o meu grande sonho. Sei que não fui chamado nas últimas convocações. Têm sido chamados sempre os mesmos zagueiros (Juan, Lúcio, Roque Júnior e Luisão), mas ainda tenho esperança. Quando visto a camisa do Lyon sempre estou pensando na Seleção. Enquanto achar que existe esperança, vou seguir trabalhando?, diz, confiante.Aos 28 anos, Cris encontrou na França tudo que precisava para que sua carreira decolasse na Europa. Bem diferente de sua breve passagem (quatro meses) pelo Bayer Leverkusen. ?Lá na Alemanha aprendi muitas coisas, mas tive dificuldades. Quando cheguei estava muito frio, uns oito graus negativos. E o time não estava muito bem. Além disso, os alemães são muito frios. Lá é cada um por si.?Cris voltou ao Brasil para ser campeão brasileiro em 2003. Com a projeção, foi negociado com o Lyon. ?Aqui é tudo diferente. Os jogadores são amigos, existe bom ambiente, a equipe é vencedora. E a língua, apesar de eu não falar tudo, é mais fácil?, conta. Segundo ele, a sua adaptação foi ainda mais tranqüila por causa do estilo de jogo dos franceses. ?É muito parecido com o meu. Sou jogador de força. Na França, o futebol é mais truncado, de mais força, mais disputado, o que facilita o meu trabalho.?Porém, apesar de adaptado e feliz no Lyon, pretende muito mais. ?Estou muito contente mesmo aqui na França. O Lyon é uma equipe grande, disputa de igual para igual com outros times, mas sempre estamos buscando o melhor.?

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