Crise do Munique 1860 afeta Copa de 2006

A construção do estádio que sediará a abertura da Copa do Mundo de 2006, em Munique, se transforma no centro de um escândalo de corrupção e que está exigindo o envolvimento das justiças da Alemanha, Suíça e Áustria. O estádio, que deverá estar concluído em 2005, custará US$ 346 milhões e parte do financiamento será feito com recursos públicos. O problema é que a administração da construção foi dada aos dois clubes de Munique, que, depois do Mundial, seriam os usuários do local. Um deles é o Bayern. Já o outro é seu rival, o Munique 1860, presidido por Karl-Heinz Wildmoser e supostamente autor de desvios de recursos das obras no valor de US$ 3,4 milhões.Wildmoser também é acusado de favorecimentos nas licitações para a construção do novo estádio, que ficou à cargo da construtora austríaca Alpina. Coincidentemente, a empresa tem em sua gerência o próprio filho do presidente do Munique 1860.Ambos foram presos no início da semana na Alemanha, mas o caso agora ganha novas proporções diante das investigações que se proliferam sobre o eventual envolvimento de outras pessoas, como o arquiteto do estádio que vive na Suíça.Os organizadores do Mundial já se apressaram para garantir que as obras continuarão e que o estádio estará pronto para receber o jogo de abertura da Copa de 2006. Além dos recursos públicos que serão utilizados nas obras, a seguradora alemã Allianz patrocinará cerca de um terço dos cursos da construção. Isso permitirá que a empresa possa colocar seu próprio nome no estádio, que se chamará Allianz Arena e terá a capacidade para 66 mil pessoas.

Agencia Estado,

10 de março de 2004 | 16h50

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.