Crise econômica afeta o Rio-São Paulo

A crise do futebol brasileiro e a conseqüente fuga das empresas vêm refletindo diretamente no desempenho das equipes. O Torneio Rio-São Paulo, que reúne os clubes mais poderosos do País, ainda não empolgou. Sobra disposição, mas, sem dinheiro para investimentos, faltam craques. Neste domingo, o corintiano espera que seu time consiga emplacar e tenha atuação convincente diante da Portuguesa. O são-paulino, desanimado, quer esquecer o desastre de quinta-feira, quando a equipe perdeu do Treze, de Campina Grande, pela Copa do Brasil, vendo uma boa exibição diante do bagunçado, e em crise, Flamengo. O Corinthians venceu seus últimos três jogos - contra River-PI, duas vezes, pela Copa do Brasil, e América, pelo Rio-São Paulo -, mas está devendo bom futebol para seus fanáticos seguidores, que comemoram a conquista do título do carnaval pela Gaviões da Fiel. O técnico Carlos Alberto Parreira ainda não conseguiu dar padrão de jogo ao Alvinegro. Teve dificuldades para definir a equipe, por razões que fugiam ao seu alcance, como a demora para o acerto da contratação do volante Vampeta, mas está otimista. "O time está evoluindo, principalmente por causa do crescimento de produção do Vampeta e do Rogério", analisou o treinador. Recuperado de contusão, Dida volta ao gol. Luizão, machucado, continua fora. A aposta da Portuguesa para vencer o clássico, no Canindé, é em Ricardo Oliveira, que já marcou 7 gols em jogos oficiais neste ano. Curiosamente, ele nunca fez contra o Corinthians, pelo qual jogou, ainda pelas categorias amadoras, de 1997 a 99. O clássico tem importância redobrada para a Lusa, pois uma derrota poderá deixar a equipe na última posição entre os paulistas. O pior carioca e o pior paulista não disputarão o Rio-São Paulo de 2002, se a competição for realizada. Outro clássico importante ocorrerá no Maracanã. O Flamengo luta desesperadamente para conquistar a primeira vitória em 2002. Em oito jogos, o time não conseguiu sequer um triunfo. E vai enfrentar um adversário que também não pode decepcionar. Um tropeço do São Paulo pode levar a crise ao Morumbi. A torcida e a própria diretoria não aceitaram a derrota para o modesto Treze por 1 a 0, no meio de semana, pela Copa do Brasil. E o diretor José Dias chamou o grupo para um conversa reservada. Em abril, haverá eleições e os resultados da equipe podem influenciar no pleito. O atacante Reinaldo jogará pela primeira vez contra seu ex-time. No São Paulo, estreou marcando dois gols contra o Etti Jundiaí, mas depois sumiu. Agora, já vem tendo seu talento posto em dúvida pela torcida. O Santos, com os novatos Diego e William, recebe o São Caetano, que, na quarta-feira, fez a primeira boa exibição do ano, na vitória por 4 a 0 sobre o Alianza de Lima, pela Libertadores. Como já virou moda, o técnico santista, Celso Roth, diz estar preparado para ser chamado de "burro", mesmo que sua equipe dê show. Completando a rodada, Botafogo-RJ e Ponte Preta jogam no Moisés Lucarelli, em Campinas, o Vasco pega o Americano e o Guarani vai ao Rio para tentar vencer o América, que perdeu todas as partidas que disputou no Rio-São Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.