Crise faz clubes reduzirem despesas

Conquistar o título paulista, nacional ou qualquer outro de grande expressão é um fato raro e quase insólito para os clubes do interior. Os dirigentes deixaram de sonhar para adequar suas contas às dificuldades financeiras do futebol brasileiro. Tanto os clubes de Campinas, Ponte Preta e Guarani, quanto o recém-criado Jundiaí estão reduzindo suas despesas para enfrentar a crise. Mesmo participando do Rio-São Paulo, os clubes estão em pleno processo de redução de custos, que afeta diretamente seus times. A Ponte Preta, que nos últimos cinco anos manteve seus pagamentos em dia, não conseguiu quitar a folha de dezembro nem o 13.º salário dos funcionários. A diretoria projeta redução inicial de 30% no seu elenco, tanto que no começo da semana dispensou vários jogadores considerados reservas de luxo. O técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, vai trabalhar com um grupo composto por 20 profissionais e 10 amadores.No Guarani, a situação é bem pior. Com dois meses de salários atrasados e com débitos que beiram os R$ 3 milhões, o clube não tem dinheiro para contratar e já perdeu peças importantes como os meias Fernando Fumagalli e Eduardo Marques. O Jundiaí não está mais sob o comando da Parmalat. Viverá um ano de transição. O clube terá 12 meses para se estruturar. Para começar, tem em mãos orçamento mensal de R$ 500 mil.

Agencia Estado,

05 de janeiro de 2002 | 17h48

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