Crise financeira pode diminuir volume de negócios

Prejuízo será dos clubes brasileiros, acostumados a vender jogadores refazer o caixa no fim do ano

Amanda Romanelli E Fábio Hecico, Agencia Estado

25 de dezembro de 2008 | 13h25

Se em 2008 o futebol brasileiro manteve o fluxo de saída de jogadores em ascensão, o ano que está prestes a começar pode trazer uma novidade. A crise econômica mundial deve influenciar negativamente na balança de exportações - e o prejuízo, claro, será dos clubes brasileiros, acostumados a lucrar e a refazer caixa no fim do ano.Veja também:Transferência de brasileiros para o exterior segue em alta Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, pintou um cenário sombrio para 2009. "Não quero ser o cavaleiro do apocalipse, mas vivemos um momento especial no futebol. Precisamos prestar muita atenção", alertou. "Há dois anos, eu recebia de 15 a 20 telefonemas por dia, com pessoas interessadas nos nossos jogadores. Hoje, eu não recebo nenhum."O time do Morumbi tem dois atletas como alvos potenciais do mercado europeu: o volante Hernanes e o zagueiro Miranda. Tanto que reforçou esses setores para 2009, com a chegada do zagueiro Renato Silva e dos volantes Arouca e Eduardo Costa. No entanto, o São Paulo diz não ter recebido nem sequer sondagens que possam tirar os jogadores do Brasil. "Nossos compradores estão lá fora e vivem momento complicado. A torcida pode não gostar, mas o futebol brasileiro só fecha o balanço com as transferências para o exterior."A inesperada crise inverteu as expectativas do mercado brasileiro. Na janela de transferências do meio do ano, encerrada em julho, a valorização do real frente ao dólar e ao euro trazia otimismo ao mercado interno - a possibilidade de repatriamento aumentou. Agora, com a turbulência financeira, ficou mais difícil a saída de atletas, assim como o retorno de jogadores que estão em mercados com moedas mais fortes.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolmercadocrise financeira

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.