Crise global não afetará Copa de 2014, diz ministro

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou nesta terça-feira que o cenário de crise econômica internacional não deve provocar a redução do número de visitantes no Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. O governo espera entre 500 mil e 600 mil turistas estrangeiros para o evento.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

24 de julho de 2012 | 16h35

"A estimativa é de 500 mil a 600 mil turistas. Pode vir mais (turistas). Menos, eu acho que não", afirmou o ministro. Ele minimizou a possibilidade de qualquer cancelamento de investimentos relativo ao evento por patrocinadores. E afirmou que a maior parte dos contratos já deve estar finalizada.

Aldo Rebelo participou nesta terça-feira de uma reunião com organizadores e patrocinadores do evento para discutir medidas de promoção da Copa. Segundo o ministro, ações nas áreas de saúde pública, turismo e ciência e tecnologia foram discutidas no encontro realizado em Brasília.

Uma das ações, em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, prevê a realização de campanhas incentivando a prática de atividades físicas e de esportes, além da prevenção de acidentes. Outra medida discutida é o apoio a pesquisas, como a análise de DNA de atletas dos 32 países da Copa para combater o racismo. "Queremos provar que a raça que existe é a humana, que não há diferença entre as pessoas do ponto de vista genético ou científico", explicou Aldo Rebelo.

O ministro ressaltou que o combate ao racismo é uma preocupação também da Fifa. Ele afirmou ainda que estão em debate ações de incentivo ao voluntariado, além de concursos em escolas com o tema "Copa do Mundo de 2014".

Durante a entrevista, ele voltou a minimizar os atrasos nas obras de mobilidade urbana previstas para a Copa. "Se eu disser que não estou preocupado, vão dizer que não estou nem aí. Se disser que estou, parece que o negócio está bravo. Nós estamos acompanhando e, pelo calendário do ministério, está dentro do prazo, há um ou outro pequeno atraso, mas se a obra pode ser entregue no final de 2013 ou no início de 2014 não consideramos atrasada", contou o ministro.

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