Patrick B. Kraemer/EFE
Patrick B. Kraemer/EFE

Crise na Fifa coincide com momento de exuberância

Durante Congresso, entidade apresentou receita bilionária

Jamil Chade - Correspondente em Zurique, O Estado de S. Paulo

29 de maio de 2015 | 08h36

A pior crise da história da Fifa coincide com seu momento de maior exuberância financeira. Durante o Congresso da entidade nesta manhã em Zurique, a Fifa apresentou suas contas e apontou para uma receita recorde de US$ 5,7 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões), graças ao sucesso comercial da Copa do Mundo no Brasil. No total, os lucros somaram US$ 338 milhões (mais de R$ 1 bilhão).

Entre 2011 e 2014, contratos de TV aumentaram em 43%, contra aumento de marketing de 29%. Em média, a receita aumentou em 37%, uma taxa inédita. 

Hoje, a Fifa está sentada em um fundo de reserva de US$ 1,5 bilhão (R$ 4,7 bilhões). “A Copa do Mundo foi muito boa para nossos parceiros comerciais”, comemorou o vice-presidente da Fifa, Issa Hayatou diante das 209 federações. Em apenas dez anos, as reservas aumentaram em cinco vezes. 

Hayatou ainda apontou que parte desses lucros é compartilhado aos cartolas de todo o mundo. Em quatro anos, a entidade distribuiu às federações nacionais e regionais um total de US$ 261 milhões (R$ 825 milhões). “Todos lucram com o sucesso da Fifa”, disse. 

Ele ainda garantiu que, entre 2015 e 2018,  os resultados serão mantidos, assim como a distribuição de dinheiro.

Já o auditor chefe da Fifa, Domenico Scala, faz seu alerta sobre o controle das atitudes dos dirigentes. Segundo ele, nos últimos anos a Fifa adotou uma série de medidas para garantir transparência e combater corrupção. “Mas para que possamos vencer, precisamos acabar com a cultura de corrupção que existe”, declarou. 

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