Crise na Inter leva presidente à demissão

A tradição no futebol aponta a demissão de técnico como a saída óbvia quando uma equipe está em crise. A Internazionale apelou para esse recurso, meses atrás, ao trocar o argentino Héctor Cúper pelo italiano Alberto Zaccheroni. A decisão não deu certo. Por isso, desta vez, subverteu o ?script? e perdeu os principais dirigentes. Massimo Moratti entregou nesta segunda-feira o cargo de presidente do Conselho de Administração e foi acompanhado por mais quatro colaboradores diretos. O cartola continua como maior acionista do clube - dono, em palavra mais simples - e indicou Giacinto Facchetti, ex-jogador e atual vice-presidente, para substituí-lo na cúpula.A saída de Moratti ocorre em momento conturbado. Na semana passada, houve polêmica em torno de Christian Vieri, um dos ídolos do clube e que ameaça ir embora. Para complicar, no domingo, ele não jogou (a alegação oficial é de que está contundido) e a Inter perdeu por 1 a 0 para o Empoli, em casa. O resultado a manteve em 4º lugar na classificação, mas longe da briga pelo título - tem 31 pontos contra 42 da líder Roma.Moratti teve de agüentar coros e faixas de descontentamento dos torcedores, na saída do estádio Giuseppe Meazza. A opção que lhe restou foi a de afastar-se de funções executivas. Por enquanto, se fala só em troca de comando, mas não se exclui a possibilidade de que venha a vender sua participação no clube. A queda de desempenho pode provocar a apresentação imediata de Adriano, comprado do Parma e que retornaria a Milão só em junho.Brasileiros de saída - O Genoa anunciou nesta segunda-feira rescisão de contrato do zagueiro Aldair e do volante Zé Elias. Ambos tinham sido chamados para defender o time na Série B do Campeonato Italiano.

Agencia Estado,

19 de janeiro de 2004 | 19h22

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