Divulgação/Federação de Futebol da Costa Rica
Divulgação/Federação de Futebol da Costa Rica

Crise política na Bolívia impede goleiro de se apresentar à seleção da Costa Rica

Leonel Moreira defende o Bolívar, mas não tem autorização para deixar o país

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2019 | 13h03

A crise política na Bolívia agravada com a renúncia do presidente Evo Morales no último domingo tem causado problemas até no futebol de outros países. Nesta segunda-feira, a Federação de Futebol da Costa Rica (Fedefútbol, na sigla em espanhol) anunciou que o goleiro Leonel Moreira, convocado para o lugar de Keylor Navas, que se lesionou no final de semana antes de uma partida do Paris Saint-Germain, não poderá defender a sua seleção por não poder sair do território boliviano.

Moreira joga no Bolívar, clube da capital La Paz. Com a renúncia de Morales, os aeroportos do país foram fechados e ninguém entra ou sai da Bolívia. Assim, o goleiro não tem como viajar para San José, onde a seleção da Costa Rica se prepara para as partidas contra Curaçao, nesta quinta-feira, e Haiti, no domingo, pela Liga das Nações da Concacaf.

Para seu lugar, o técnico Ronald González já convocou Bryan Segura, goleiro do time local Pérez Zeledón. A medida, de acordo com o treinador costarriquenho, foi tomada para a segurança de Moreira.

"Como todos sabem, a situação política na Bolívia está bem complicada com a renúncia no domingo do presidente Evo Morales. Leo (Moreira) tinha voo prevista para 2 horas da madrugada (horário boliviano) desta segunda-feira e chegou no aeroporto às 10 horas do domingo. Mas no final do dia fecharam o aeroporto e cancelaram todos os voos. Assim teve que ficar lá e não pôde viajar", explicou Álvaro Herrera, diretor da Fedefútbol.

 

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