Daniel Teixeira / Estadão
Daniel Teixeira / Estadão

Cristaldo revela que teve depressão e chegou a pensar em suicídio

Atacante, ex-Palmeiras, passou por problemas quando jogava no Vélez Sarsfield em 2017, mas garante estar recuperado

Estadão Conteúdo

05 Setembro 2018 | 12h58

Conhecido por sua irreverência no tempo que passou pelo Palmeiras, entre 2014 e 2016, Jonathan Cristaldo revelou ter passado por uma depressão profunda no ano passado e até considerou o suicídio. Em entrevista ao jornal Olé, o atacante do Racing garante estar recuperado e 'mais vivo do que nunca'.

O jogador, de 29 anos, disse que o problema foi uma junção de problemas pessoais agravados por uma lesão logo no início da temporada. "Coincidiu com os três meses que estive parado no Vélez, sem fazer nada, é a verdade. No Vélez não era um profissional. Estava entregue. Além disso, tive muitos problemas pessoais, sobretudo com familiares e amigos. Isso também influenciou bastante."

Durante o processo depressivo, o atacante disse usado a alimentação e a bebida como um 'escape'. Mas durante uma crise, pensou em suicídio. "Tive pensamentos obscuros, muitos. Me lembro que uma vez, enquanto estava dirigindo, entrei em um ataque de pânico, depressão. Pensei em dar uma batida com o carro. Foi muito feio, pensei em me matar."

De volta aos gramados, Cristaldo fez questão de agradecer ao apoio recebido por Eduardo Coudet, técnico do Racing que apostou em sua contração, mesmo fora de forma. "Me fez ressuscitar futebolisticamente. Serei sempre grato. Nunca pensei que depois de seis meses maus no Vélez e outros seis sem equipe, que teria a possibilidade de chegar a uma equipe tão grande como o Racing."

Outra pessoa importante no processo de recuperação de Cristaldo foi a psicóloga que acompanhou neste período. “Estou agradecido a ela (psicóloga). Precisava disso porque tinha dias que eu não tinha vontade nem de levantar da cama, não queria ir para os treinos. Nunca contava nada para ninguém porque não queria incomodar as pessoas com os problemas que eu precisava resolver sozinho. Mas entendi que, às vezes, falando as coisas se resolvem. E assim foi. Me limpei. A psicóloga me disse algo que ficou em mim: ‘Se você estiver mal, não pode ajudar ninguém’”.

 
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