Reuters
Reuters

Cristiano Ronaldo lança filme e admite que expôs intimidade

'Me sinto muito bem diante das câmeras', afirma astro português

EFE

09 Novembro 2015 | 21h21

O craque português Cristiano Ronaldo apresentou nesta segunda-feira, em Londres, o documentário biográfico dirigido por Anthony Wonke, e admitiu que expôs muitas partes da intimidade, apesar de assegurar que se divertiu durante as gravações. 

O camisa 7 mais badalado da atualidade e jogador do Real Madrid passou pelo tapete vermelho do Soho e acompanhou a estreia de "Ronaldo", que poderá ser adquirida pelo público em DVD e Blue-ray a partir de amanhã.

A obra, do mesmo diretor de documentários sobre Ayrton Senna e Amy Winehouse repassa a carreira do jogador desde a profissionalização, 15 anos atrás, até janeiro de 2015, quando foi eleito pela terceira vez o melhor jogador do mundo, no prêmio Bola d de Ouro.

A gala para o lançamento da obra sobre a vida do atacante levou centenas de pessoas para a Leicester Square, com todos tentando tirar uma fotografia ou ganhar um aceno de CR7, que chegou vestido de fraque, com direito a gravata borboleta.

Entre as personalidades que estiveram na cerimônia, o ex-técnico do Manchester United Alex Ferguson e o agente de atletas, inclusive do português, Jorge Mendes.

Na entrevista coletiva que concedeu em Londres sobre o documentário, Cristiano Ronaldo admitiu que não é ator, mas que tudo na obra foi feito da forma mais natural possível, por isso, as pessoas não se surpreenderão com seu comportamento. "Me sinto muito bem diante das câmeras. Às vezes não sou a melhor pessoa do mundo, mas sempre tento ser eu mesmo", garantiu o português.

O jogador do Real Madrid contou com o filme combina "momentos divertidos, alegres e tristes" e que é voltado, "especialmente" para os fãs, como forma de retribuir a todo o carinho que recebe.

Nos 92 minutos de obra, há cenas como o craque levando o filho, Cristiano Júnior, para a escola, a rotina de treinos em casa, o período de recuperação de lesão, que o fez pensar em desistir de participar da Copa do Mundo de 2014, além de interpretação da música "Stay", de Rihanna.

Além disso, o filme revela histórias como a intenção inicial da mãe do jogador, de abortá-lo quando descobriu estar grávida, dos problemas do pai com o álcool, o que faz com que CR7 admita que teria gostado de um "pai diferente".

O português admitiu na entrevista coletiva que as partes que mais gosta são as que estão centradas na mãe e no irmão, por considerá-las mais "intensas".

Perguntado por se acha que faltam algo mais ao filme, o jogador respondeu em espanhol que teria gostado de ver mais cenas das férias. "São momentos em que estou com meus amigos e faço o que me dá mais vontade", admitiu.

Wonke, por sua vez, explicou que desde o início tinha certeza que não trataria apenas o sucesso de Cristiano Ronaldo, por isso, também há situações delicadas, com a derrota para o argentino Lionel Messi no prêmio Bola de Ouro.

O craque do Barcelona, contudo, é personagem de outro momento, em cena que Cristiano Júnior conhece o atleta considerado rival do pai. "Nunca direi a ele que não admire um jogador, porque essa é uma decisão dele", admitiu CR7 no documentário

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.