Montagem/Estadão
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Cristiano Ronaldo deve ser eleito melhor do mundo pela 5ª vez e empatar com Messi

Astro português é o grande favorito na premiação desta segunda, que tem Messi e Neymar entre os três finalistas

Jamil Chade, enviado especial a Londres, O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2017 | 07h00

O atacante português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, é o grande favorito para receber nesta segunda-feira o troféu de melhor jogador do mundo de 2017. Se isso ocorrer, ele se igualará ao argentino Lionel Messi, do Barcelona, que possui cinco taças. O evento da Fifa em Londres servirá para consolidar o domínio dos dois astros durante a última década.

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O português e o argentino protagonizam uma das maiores rivalidades da história. Para especialistas, a dupla representou um divisor de águas no esporte, dentro e fora de campo.

A última vez que alguém ganhou o troféu de melhor do mundo fora da dupla foi em 2007, quando Kaká foi o escolhido. Ainda assim, o português e o argentino já estavam no pódio.

Ambos viram a Fifa e seus parceiros mudarem o nome do troféu em várias ocasiões, assim como a forma de eleição. E, mesmo assim, continuaram soberanos. O argentino ganhou todas as edições do troféu entre 2009 e 2012, além de 2015. Já o português ficou com os troféus de 2008, 2013, 2014 e 2016.

Para 2017, Cristiano Ronaldo é uma vez mais o favorito, após a conquista da Liga dos Campeões, do Campeonato Espanhol e de mais de 40 gols.

Quem lucra com essa rivalidade é o torcedor. Nesses dez anos, eles ganharam quase todos os torneios que disputaram pelos clubes. Foram 30 para Messi e 25 para Cristiano. Cada um a sua maneira, eles transformaram a forma de jogar. Messi, por sua habilidade, influenciou uma legião de jovens. O português, por sua determinação, se transformou em símbolo de um atleta completo.

Ambos também provaram que jogadores podem ultrapassar a marca dos 30 anos ainda no topo. Messi, nesta semana, atingiu a marca de cem gols em competições europeias. Só um jogador, até então, havia atingido tal marca: Cristiano Ronaldo.

Neste ano, Ronaldo passou a liderar a lista dos esportistas mais ricos do planeta, segundo a revista Forbes. Messi aparece na segunda posição.

Ambos admitem que a grande ausência em suas carreiras é o troféu da Copa do Mundo. Messi, em 2014, passou perto ao terminar como vice. E reconheceu: trocaria os títulos individuais na Fifa pelo título de campeão do mundo. Em 2018, ambos podem ter a última chance de reverter a história.

BRASILEIRO

Neymar sabe que a festa desta segunda não é dele. Mas sua presença ali entre os três primeiros é um recado claro: ele quer deixar a premiação da Fifa em 2018 como o vencedor.

Mais maduro e num clube onde ele é o camisa 10, a esperança do jogador é de que 2018 seja seu ano. Para isso, ele também precisa de uma Copa exemplar.

HOMENAGEM

A festa de gala da Fifa ocorre no mesmo dia do aniversário de 77 anos de Pelé. Organizadores revelaram ao Estado que a entidade planeja homenagear o ex-jogador – há alguns anos ele recebeu uma Bola de Ouro simbólica.

A ideia era trazê-lo, mas, por conta de sua saúde, até ontem não havia uma confirmação se ele viria até o Reino Unido. Entre as estrelas presentes ainda estão Ronaldo Fenômeno, Maradona e Gullit.

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