Isabella Bonotto / AFP
Isabella Bonotto / AFP

Cristiano Ronaldo nega estupro: 'Nada me pesa na consciência'

Americana afirma ter sido abusada sexualmente pelo português em um quarto de hotel em Las Vegas, em 2009

Estadão Conteúdo

03 Outubro 2018 | 12h09

Cristiano Ronaldo resolveu se pronunciar publicamente nesta quarta-feira para comentar o fato de que foi acusado de ter cometido um estupro, em junho de 2009, nos Estados Unidos. Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, Kathryn Mayorga, de 34 anos, afirmou ter sido abusada sexualmente pelo português em um quarto de hotel em Las Vegas. O astro da Juventus, porém, usou as redes sociais para destacar que "nega terminantemente as acusações" e disse que jamais cometeu este tipo de crime, que ele qualificou como "abominável".

De acordo com reportagem veiculada na semana passada pela publicação alemã, o jogador português teria conhecido Kathryn em um clube e, mais tarde, a obrigado a ter relações sexuais com ele. E o atacante também teria pago US$ 375 mil (cerca de R$ 1,4 milhão pela cotação atual) para que ela não tornasse o caso público. À Der Spiegel, a mulher disse que aceitou a oferta do português à época por temer por ela e sua família.

Por meio de sua página no Twitter, porém, Cristiano Ronaldo assegurou: "Aguardarei com tranquilidade o resultado de quaisquer investigações e processos, pois nada me pesa na consciência. Nego terminantemente as acusações de que sou alvo. Considero a violação um crime abjeto, contrário a tudo aquilo que sou e em que acredito. Não vou alimentar o espetáculo midiático montado por quem quer se promover à minha custa".

O atacante de 33 anos fez essas publicações em português e em inglês, sendo que o encontro do astro com Kathryn ocorreu no mesmo ano em que ele trocou o Manchester United pelo Real Madrid, clube que o atacante defendeu até a última temporada europeia. Após defender Portugal na Copa do Mundo da Rússia, o jogador se transferiu para a Juventus.

De acordo com esta mulher norte-americana, Ronaldo teria perguntado, depois de estuprá-la, se ela tinha dores e, de joelhos, afirmou: "Sou 99% bom, não sei o que é este 1%". E Kathryn teria dito várias vezes "não" e "para" a Cristiano Ronaldo.

O astro nega as acusações e diz que o sexo foi consensual. A revista Der Spiegel recebeu as acusações de Kathryn há um ano e meio por meio de documentos cedidos pela plataforma digital Football Leaks.

Depois da grande repercussão negativa da reportagem da publicação alemã, representantes legais de Cristiano Ronaldo avisaram que deverão entrar com uma ação na Justiça contra a Der Spiegel. O advogado Christian Schertz afirmou, por meio de uma nota oficial, que a acusação contra o seu cliente é "uma denúncia inadmissível de suspeitas na área de privacidade" e que buscaria reparação legal de danos para seu cliente junto à revista.

A Juventus, novo clube do jogador, não quis se posicionar sobre este caso. E a advogada de Kathryn, Leslie Mark Stovall, chegou a divulgar um vídeo, publicado pela versão digital da Der Spiegel, na qual afirmou: "Kathryn foi sexualmente agredida em junho de 2009 por um indivíduo chamado Cristiano Ronaldo".

 

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