Cristo Redentor é palco de protesto contra a Copa do Mundo

Movimento da ONG Rio de Paz exibe bolas e cartazes e ganha adesão de turistas no Corcovado

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2014 | 13h23

RIO - O Morro do Corcovado foi palco de um protesto contra os gastos públicos na Copa do Mundo na manhã desta terça-feira.  Um grupo formado por sete voluntários da ONG Rio de Paz, que logo ganhou a adesão de turistas que estavam no local, inclusive do exterior, exibiu bolas e cartazes aos pés do Cristo Redentor.

Além de doze bolas da Copa com uma cruz vermelha pintada sobre elas simbolizando "o desperdício" de dinheiro público nas sedes do Mundial, a ONG também confeccionou quatro cartazes – dois deles em inglês – com as perguntas "É justo?" e "Quem lucra mais? Fifa, empresários ou o povo brasileiro?"

A manifestação durou dez minutos e ocorreu logo que o Cristo Redentor foi aberto para visitação, às 8h. "Uma pesquisa apontou que 50% dos brasileiros são contra a Copa, mas eu tenho certeza de que, se todos soubessem o que está acontecendo, pelo menos 80% seria contra", diz Antônio Carlos Costa, fundador da Rio de Paz.

Na segunda-feira, Costa participou de um encontro no Rio promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República, que teve como objetivo tratar dos gastos públicos no Mundial. "O governo chamou a sociedade civil para discutir a Copa só aos 45 minutos do segundo tempo, como se diz no jargão do futebol", criticou. "Por que o povo não foi consultado antes?"

Durante o evento de segunda, a ONG Rio de Paz – que já promoveu outros protestos contra a Copa, incluindo um com a colocação de 500 bolas na praia de Copacabana, ano passado – apresentou um total de 11 perguntas ao ministro Gilberto Carvalho. Dentre os questionamentos estava a falta de consulta popular, problemas com a segurança, imagem do Brasil com os atrasos nas obras e o lucro da Fifa com o Mundial.

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