Críticas a jogadores faz Barcelona abrir guerra contra liga espanhola

Polêmica gira em torno do comportamento de Neymar e Luis Suárez na partida de sábado contra o Valencia

Estadão Conteúdo

27 Outubro 2016 | 15h00

O Barcelona resolveu peitar as duas maiores instâncias do futebol espanhol: a Liga de Futebol Profissional (LFP), que organiza o campeonato nacional, e a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), gestora da modalidade no país. Nesta quinta, o clube catalão soltou comunicado em que "exige" que o Tribunal Administrativo do Esporte (TAD) abra procedimentos disciplinares contra Javier Tebas, presidente da LFP, e contra o Comitê de Competição da RFEF.

A polêmica gira em torno do comportamento de Neymar e Luis Suárez na partida de sábado contra o Valencia, no Mestalla. Quando Messi fez o gol da vitória, já no finalzinho do jogo, o brasileiro e o uruguaio comemoraram provocando a torcida da casa. Diversos objetos foram atirados contra eles, inclusive uma garrafa d'água. Ambos fizeram cena fingindo dor por terem sido atingidos.

Tebas criticou a atitude dos atletas logo após o jogo, em entrevista a uma emissora de TV. "Parecia um jogo de boliche. Sentiram a água. Todos vimos as imagens. Milhões de crianças estavam assistindo. Se meus filhos vissem eu fingindo ou algo parecido, eu teria vergonha de vê-los depois", afirmou.

Já o Comitê julgou o Valencia na quarta-feira e, no embasamento jurídico, escreveu que o comportamento dos jogadores do Barcelona "acaba por tirar-lhes autoridade e por ridicularizá-los". Além disso, o órgão considera a reação de Neymar e Suárez exagerada, uma vez que ele "sequer foram sido atingidos por qualquer garrafa". "Simulam e fingem de forma simultânea terem sido atingidos igualmente por um objeto muito mais contundente do que a garrafa que atinge um deles", acrescenta a mesma nota.

Agora, o Barcelona pede que o Conselho Superior de Esporte (CSD) tome conhecimento do caso e que o TAD o julgue. O clube ainda fez uma "reprovação pública" a Tebas, afirmando que retira toda a confiança que depositava nele.

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