Críticas da torcida não abalam Estevam

Nada mais assusta Estevam Soares no Palmeiras. Nem mesmo as vaias de quase todo o Palestra Itália após a vitória por 2 a 0 sobre o Tacuary, quarta-feira, pela Libertadores da América. Chamado de burro e retranqueiro, o técnico jurou que não liga para os protestos dos torcedores, disse que não sente que seu cargo está ameaçado e que seu projeto para a equipe não será afetado."Continuo atrás do time ideal e isso leva tempo. O meu trabalho não vai mudar. Sou um profissional direito, que cumpre horários. As coisas no CT não vão mudar, porque não posso me preocupar com o resto", afirmou Estevam.Sobre a pressão da torcida, Estevam lembrou que até Luiz Felipe Scolari sofreu em sua vitoriosa passagem pelo Palmeiras, entre 97 e 2000. "O Felipão cansou de reclamar dessa tal de Turma do Amendoim", disse o treinador.Muitos jogadores do elenco admitiram que se assustaram com o comportamento da torcida. Principalmente os novatos, como o meia Cristian. Recém-contratado do Paraná, ele foi um dos que estranhou a atitude dos torcedores. "Eu, que estou chegando agora, fiquei sem entender nada. O time ganha e o treinador é vaiado? Nunca tinha visto isso", revelou o jogador.O goleiro Marcos, um dos mais experientes do elenco, admitiu que as vaias a Estevam podem prejudicar o time por tabela. Ele, que não jogou contra o Tacuary porque estava machucado, pediu paciência à torcida. "Eu não entendo as vaias. Ninguém acreditava no Palmeiras no ano passado e o Estevam conseguiu levar esse time à quarta colocação do Campeonato Brasileiro. Então qual o motivo dessa perseguição a ele?"

Agencia Estado,

10 de fevereiro de 2005 | 17h40

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