'Cronograma é a menor de nossas preocupações', diz Andrés Sanchez

Ex-presidente do Corinthians afirma em coletiva que atenção está voltada para família das vítimas

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2013 | 16h37

SÃO PAULO - Após o incidente que matou dois funcionários na Arena Corinthians nesta quarta-feira, a preocupação do clube e da Odebrecht não é com o cronograma do estádio para a Copa do Mundo, mas sim com a família dos dois operários mortos. Em entrevista para explicar o ocorrido, o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, afirmou que ainda não é possível identificar as causas do desastre que vitimou Fábio Luiz Pereira, de 42 anos, e Ronaldo Oliveira dos Santos, de 44.

"Estamos muito abatidos com uma fatalidade destas. A obra será extra-oficialmente interditada. O que aconteceu será investigado pelas autoridades públicas e só depois poderemos falar do cronograma da obra. Agora isso é a nossa menor preocupação. Estamos concentrados em dar toda a assistência para a família das vítimas", disse Andrés Sanchez. A perícia para desvendar o que aconteceu no estádio do Corinthians deve começar ainda nesta quarta. 

Os funcionários ganharão folga de três dias pelo luto, segundo Andrés Sanchez, e pelo menos 30% da construção será fechada. Segundo o ex-presidente e ex-diretor de seleções da CBF, apenas um dos operários que morreu participava da operação com o guindaste que causou a tragédia. O outro operário descansava no acesso ao túnel leste após o almoço. Ninguém mais ficou ferido. "A Odebrecht e o Corinthians têm extrema preocupação com a segurança de todos os seus funcionários", explicou Sanchez. Após o incidente, todos os trabalhadores foram dispensados. "Estamos muito abatidos, mas fatalidades infelizmente acontecem". 

 

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