Emanuel Pinheiro/AP
Emanuel Pinheiro/AP

Cruzeirense Elicarlos acusa Máxi Lopez de racismo

Lateral afirma que foi ofendido pelo atacante argentino do Grêmio durante o confronto desta quarta-feira

Agencia Estado

25 de junho de 2009 | 00h21

Ao deixar o gramado do Mineirão, em Belo Horizonte, após a vitória sobre o Grêmio na primeira semifinal da Copa Libertadores, o lateral-direito Elicarlos, do Cruzeiro, acusou de racismo o gremista Máxi Lopez. "Ele me chamou de macaco após um lance e fui para cima dele. Vou tomar providências", avisou.

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O fato aconteceu ainda no primeiro tempo da partida. Máxi Lopez fez falta em Wagner e os dois começaram a discutir asperamente. Elicarlos entrou no meio da confusão e teria sido, neste momento, xingado pelo jogador argentino. O cruzeirense prometeu ir à Justiça contra o gremista.

O atacante argentino negou o fato após o jogo, sem maiores explicações. "Tranquilo. Ele jogou pelo time dele e eu joguei pelo meu. Tudo se resolve nos 90 minutos em campo", afirmou Máxi Lopez, caminhando sem parar até entrar na escada que dá acesso ao vestiário do Mineirão.

CONFUSÃO

Depois do jogo, Elicarlos prestou depoimento à polícia, o que impediu o ônibus do Grêmio de deixar o Mineirão logo após a partida. Após muita confusão, toda a delegação do time gaúcho decidiu descer do veículo e acompanhar o atacante na ida à delegacia do estádio.

Após o depoimento de Máxi Lopez, que voltou a negar a ofensa, o técnico do Grêmio, Paulo Autuori, falou rapidamente com a imprensa e revelou que chegou até a receber voz de prisão por parte de um policial. "Vai ver que é porque sou um bandido", ironizou. "Temos que nos preocupar com coisas mais sérias no Brasil. O que aconteceu em campo não teve nada demais", lamentou.

A polêmica acirrou a rivalidade entre os dois clubes. "Ele não disse absolutamente nada. Isto é uma acusação forjada pelos ‘Perrelas’ da vida, que mais uma vez estão prestando um desserviço ao futebol brasileiro", acusou André Krieger, diretor de futebol do Grêmio, referindo-se à família que comanda o Cruzeiro. A polícia de Minas Gerais irá investigar o caso. (Com O Estado de S. Paulo)

(Atualizado às 2h03)

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