Cruzeiro confirma tricampeonato do Brasileirão em Salvador

Nem precisava, mas o time mineiro fez a sua parte ao bater o Vitória por 3 a 1

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2013 | 00h08

SÃO PAULO - A festa de campeão que o Cruzeiro realizou domingo no Mineirão teve uma continuação nesta quarta em Salvador e, desta vez, sem ressalvas. O tri está confirmado também pela matemática. Como em todo campeonato, o Cruzeiro fez mais do que precisava. Venceu o Vitória por 3 a 1, mesmo beneficiado pela vitória do Criciúma sobre o Atlético-PR, o vice-líder. Com a confirmação do título, os mineiros igualam o recorde da campanha são-paulina de 2007, vitoriosa com quatro rodadas de antecedência. "Estamos na história do Cruzeiro. Tricampeão, em Minas, só o Cruzeiro", disse o atacante Borges que também celebrou seu tri pessoal depois dos dois títulos no São Paulo (2007/2008) e não deixou de cutucar o arquirrival Atlético Mineiro.

O jogo foi atípico. A comemoração dos atletas começou no intervalo, quando terminou o jogo de Criciúma. Eles pularam timidamente, tentando manter a concentração para o segundo tempo. No final do jogo, saudaram os mineiros que pintaram o caldeirão baiano de azul com uma réplica do troféu do Campeonato Brasileiro. "O título tem de ser dedicado para a nossa torcida, que levou o time a um desempenho incrível dentro e fora de casa", disse o zagueiro Dedé.

A torcida já celebrava desde antes do início do jogo, quando o Criciúma vencia os paranaenses. Os jogadores, no entanto, não se deixavam contagiar e fizeram o jogo de sempre, ofensivo e vertical. Mas encontraram uma equipe igualmente organizada e dinâmica. E motivada por uma invencibilidade de seis jogos e pela busca por um lugar no G-4. Com boa movimentação de Renato Cajá e Escudero, o time baiano teve duas grandes com Dinei e o próprio Escudero. A primeira delas foi um chute rasante que o goleiro Fábio tirou com os olhos.

O Cruzeiro aproveitou a única chance que teve. Aos 36, Willian recebeu belo passe de Dagoberto e sublinhou outro diferencial do campeão: praticamente todos os jogadores de frente se dividem na artilharia. O tricampeão, no entanto, mostrou uma falha ontem, que não tinha aparecido no resto da campanha: a dificuldade para sair jogando. Marquinhos aproveitou um cochilo de Léo e tocou para Dinei igualar. Ney Franco mostrou que não era suficiente e trocou volantes por atacantes. Quase foi bem-sucedido quando Dinei completou cruzamento rasteiro de Everton. Mas Fábio fez milagre – outro traço recorrente da companha do campeão.

Perder chances na frente do Cruzeiro é ato arriscado. E novamente o Vitória foi castigado. Cinco minutos depois, o troco. Linha de passe na área baiana e Júlio Baptista marcou. O lance foi parecido com o do terceiro gol, marcado por Ricardo Goulart, aos 35. Os atacantes se movimentam tanto que estão sempre sozinhos e a marcação, tonta. Foi aí que os torcedores do Vitória começaram a sair do estádio, deixando o palco e a platéia livres para os únicos artistas de 2013.

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