Cruzeiro e Atlético chegam embalados na final mineira

Motivados pelas boas campanhas que fazem na temporada, Cruzeiro e Atlético-MG iniciam neste domingo, a partir das 16 horas, no Mineirão, a decisão do título do Campeonato Mineiro. Enquanto os cruzeirenses são os atuais campeões e não perdem para o rival há 10 jogos, a vantagem de jogar por dois resultados iguais na final é atleticana, por causa da melhor performance na primeira fase da competição.

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

26 de abril de 2009 | 08h33

Cruzeiro e Atlético-MG chegam à primeira partida da final após vitórias que garantiram classificação para as fases seguintes da Libertadores e da Copa do Brasil, respectivamente. Por isso, ambos entram em campo embalados, prometendo fazer um grande clássico para a torcida que irão lotar o Mineirão.

"Tem um time formado há muito tempo, que é o Cruzeiro e um correndo atrás, que é o Atlético. E passou na frente", disse o técnico atleticano, Emerson Leão, se referindo à arrancada de sua equipe na fase de classificação do campeonato. "Corremos atrás 99% da competição, conseguimos passar nas duas últimas rodadas e isso foi importante para nós. Agora, isso não lhe dá favoritismo, lhe dá a vantagem. Favoritismo você ganha dentro do campo."

Neste ano, porém, nas duas vezes em que os rivais mineiros se encontraram, deu Cruzeiro. Na verdade, nos últimos 10 clássicos, foram nove vitórias cruzeirenses e um empate. "Está engasgado. Já perdi duas e não é legal sair na rua e a torcida do Cruzeiro tirando sarro", admitiu o atacante atleticano Diego Tardelli, artilheiro do Campeonato Mineiro, com 16 gols.

Com um aproveitamento de 81% na temporada, o Cruzeiro só pensa em reverter a vantagem do adversário. "A gente tem de tentar tirar a diferença o mais rápido possível", afirma o atacante Kléber, que chegou nesta temporada e já virou ídolo cruzeirense. "Precisamos tentar matar a decisão o mais rápido possível. Se ficarmos deixando para o segundo jogo, pode ser tarde demais."

Já o volante Fabrício reconhece a grande fase de Diego Tardelli e promete não dar espaço para o maior destaque atleticano. "Quando está sendo marcado, ele dá uma de ator também, mas temos de tomar muito cuidado", disse o jogador do Cruzeiro, principal responsável pela marcação no meio-de-campo.

Neste domingo, os ataques das duas equipes deverão ter mudanças. No Cruzeiro, a expectativa é que o técnico Adilson Batista escolha Thiago Ribeiro como companheiro de Kléber na frente, deixando Wellington Paulista no banco de reservas. E no Atlético-MG, Leão ainda não anunciou o substituto do atacante Éder Luís, que está suspenso - Kleber e Raphael Aguiar disputam a vaga.

PAZ - A expectativa é que o Mineirão receba um público superior a 60 mil pessoas neste domingo. Dirigentes dos dois clubes, que costumam trocar provocações antes e depois dos jogos, mudaram o comportamento dessa vez, pedindo o fim da violência entre os torcedores. No último clássico, válido pela quinta rodada do Campeonato Mineiro, um torcedor do Atlético foi morto com um tiro no pescoço antes mesmo de a bola rolar.

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