Bruno Cantini/Atlético
Bruno Cantini/Atlético

Cruzeiro e Atlético-MG fazem um clássico sem graça e sem gols no Mineirão

Empate por 0 a 0 mantém a equipe celeste em uma situação muito perigosa no Campeonato Brasileiro

Pery Negreiros, especial para AE, Estadão Conteúdo

10 de novembro de 2019 | 18h20

No calor da tarde de domingo em Belo Horizonte, Cruzeiro e Atlético-MG fizeram um dos jogos mais frios desta edição do Campeonato Brasileiro. Faltou emoção no Mineirão e os rivais terminaram o clássico mineiro, válido pela 32.ª rodada, com o placar em branco.

O empate por 0 a 0 foi um reflexo das campanhas ruins que as duas equipes têm feito na competição e manteve o time cruzeirense em uma situação de alto risco na luta para evitar o rebaixamento. Enquanto o Botafogo, 17.º colocado, está com 33 pontos, a equipe comandada por Abel Braga, mesmo invicta há dez jogos, tem 35 pontos, em 15.º lugar. Já o Atlético chegou a 40 e ainda não pode respirar aliviado.

As duas equipes começaram o duelo com esquemas praticamente iguais, mas a semelhança estava apenas no posicionamento tático. Era o Cruzeiro que tinha mais a iniciativa ofensiva, enquanto seu rival se recolhia e se posicionava praticamente todo atrás da linha da bola quando a posse não era sua.

A primeira boa oportunidade do duelo foi desperdiçada por Thiago Neves, aos 11 minutos do primeiro tempo. O meia recebeu passe de Marquinhos Gabriel pela direita e mandou um chute da entrada da área que passou próximo à trave esquerda de Cleiton.

Mesmo sem se expor muito, o Atlético respondeu aos 22 com um chute de média distância de Cazares que assustou Fábio e pôs a bola a centímetros da meta cruzeirense.

Aos poucos, o time visitante foi adiantando suas linhas e incomodando mais a defesa da equipe de Abel Braga. Aos 37, Fábio Santos por pouco não inaugurou o placar com um chute forte pelo lado esquerdo que acabou desviando em Cacá e beijando o travessão.

Logo na volta para o segundo tempo, a opção do treinador cruzeirense era evidente ao trocar o meia Marquinhos Gabriel pelo atacante David: dar mais velocidade ao time nas retomadas. O clássico, entretanto, não trouxe nada novo, com as duas equipes ainda falhando muito, individual e coletivamente, na tentativa de criar jogadas. O resultado disso era um jogo quase completamente desprovido de emoção, com a maior parte das chances proporcionadas apenas por lances de bola parada.

Contrariando a tendência, David participou de duas jogadas que levaram perigo a Cleiton, aos 22 e aos 26, ambas pelo lado esquerdo. Na primeira, levantando a bola para cabeçada perigosa de Fred. Na segunda, obrigando o goleiro atleticano a espalmar um chute perigoso.

Já o Atlético ainda perdeu uma boa chance com Igor Rabello, aos 41. Ele chutou de voleio e a bola teve a trajetória desviada para escanteio pela zaga rival. Mas àquela altura qualquer alteração no placar se tornaria injusta, tamanha a má qualidade do confronto.

Na próxima rodada, o Atlético voltará a ser visitante, encarando o Fluminense no sábado, às 19 horas, no Maracanã. Já o Cruzeiro fará outra partida no Mineirão, desta vez contra o lanterna Avaí, na outra segunda-feira, às 20h.

FICHA TÉCNICA:

CRUZEIRO 0 x 0 ATLÉTICO-MG

CRUZEIRO - Fábio; Orejuela, Cacá, Fabrício Bruno e Dodô; Henrique, Éderson, Robinho (Pedro Rocha), Thiago Neves (Ezequiel) e Marquinhos Gabriel (David); Fred. Técnico: Abel Braga.

ATLÉTICO-MG - Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; José Welison, Ramón Martínez (Marquinhos), Luan, Cazares (Bruninho) e Otero; Di Santo (Ricardo Oliveira). Técnico: Vagner Mancini.

ÁRBITRO - Jean Pierre Gonçalves Lima (RS).

CARTÕES AMARELOS - Fábio Santos (Atlético-MG); Henrique (Cruzeiro).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

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