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Cruzeiro é punido pela Fifa e não pode registrar novos jogadores; clube contesta

Nova sanção é originária de uma ação movida pelo time ucraniano Zorya por dívida na contratação de Willian Bigode

Redação, Estadão Conteúdo

02 de setembro de 2020 | 18h14

O Cruzeiro recebeu mais uma punição da Fifa nesta quarta-feira e está proibido de registrar novos jogadores. A sanção é resultado da ação imposta pelo Zorya, da Ucrânia, referente à aquisição do atacante Willian, hoje no Palmeiras, em 2014.

Em comunicado oficial, o Cruzeiro contesta a sanção aplicada pela Fifa. Segundo o clube, a dívida no valor de 1,1 milhão de euros (cerca de R$ 6,9 milhões, na cotação atual) pelo jogador venceu em 20 de agosto e os clubes chegaram a um acordo no mês passado.

"É lamentado e contestado pelo Cruzeiro Esporte Clube, já que o acordo celebrado entre as partes, se fez mediante canais oficiais previstos pela Fifa para tanto", diz um trecho da nota oficial do Cruzeiro.

O clube mineiro explicou no comunicado como se deu o acordo com o Zorya e comunicou que enviou uma manifestação formal à Fifa nesta terça-feira, 1º de setembro. O Cruzeiro quer que a pena seja reconsiderada.

"Na véspera da data de vencimento da dívida, o FC Zorya notificou o Cruzeiro, por meio de seu e-mail oficial, cadastrado no Fifa/TMS, informando que realizou uma cessão do crédito específico ao Alik Football Management, da Estônia. Desta forma, o Cruzeiro negociou o parcelamento do débito diretamente com o Alik, mas, para se resguardar, exigiu que o FC Zorya fizesse parte do acordo como terceiro interessado, e informou que faria o pagamento somente após sua homologação pela Fifa", explicou o Cruzeiro.

O Cruzeiro se baseia em duas variáveis para contestar a punição: a possibilidade de o sistema da Fifa ter apresentado algum tipo de falha, ou o clube ucraniano estar contradizendo os documentos. A equipe mineira apresentou os documentos do acordo em seu site oficial e diz estar segura de sua posição.

"O Clube reitera que em todos os momentos e processos agiu com absoluta clareza, boa fé e dentro da legalidade, confiando que a comunicação feita por meio dos canais oficiais da Fifa, com todos os envolvidos em cópia, inclusive o advogado do FC Zorya, são válidas", assegura o time mineiro.

Não é a primeira vez que o Cruzeiro é punido pela entidade máxima do futebol. A equipe teve de começar a Série B do Campeonato Brasileiro com menos seis pontos pelo não cumprimento da ordem de pagamento de 850 mil euros (R$ 5,4 milhões na cotação atual) referente à dívida com o Al Wahda pelo empréstimo do volante Denilson.

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