Cruzeiro faz 7 a 0 e chega aos 100 pontos

A torcida baiana não esperava tanta humilhação. Além de ver o Bahia rebaixado outra vez para a segunda divisão, na condição de lanterna do campeonato, ainda teve de agüentar um show do Cruzeiro e uma seqüência de sete gols. A goleada de 7 a 0 levou o time mineiro a quebrar sua previsão de 100 gols. Chegou a 102 e cravou 100 pontos ganhos na conquista do título brasileiro, que já havia garantido por antecipação.Para se ter uma idéia da superioridade do Cruzeiro, aos 37 minutos, já haviam sido marcados quatro gols, todos de pênalti, cobrados por Alex. E olhe que o Bahia caiu tentando uma jogada anti-esportiva para se beneficiar. Atrasou o início do jogo em 17 minutos porque entrou com uniforme azul, sabendo que o jogo não poderia começar porque o Cruzeiro também usa a mesma cor.O time teve de voltar para o vestiário a fim de trocar de uniforme. O objetivo era jogar sabendo os resultados dos adversários. Mas a vergonha só aumentou depois que os gols cruzeirenses foram saindo.Quando o jogo começou, diante de tanta desmoralização, restou aos jogadores do Bahia ficar na roda de bobo enquanto o Cruzeiro tocava a bola. Aos 13 minutos, Paulinho derrubou Maurinho na área. Alex cobrou o pênalti rasteiro e marcou. Três minutos depois, Valdomiro trocou de esporte e meteu a mão na bola também na área. Desta vez, Alex bateu forte para fazer o segundo.Aos 22 minutos, a pior defesa do campeonato cometeu o terceiro pênalti. Mais uma vez Valdomiro. E mais uma vez, Alex bateu e marcou. Aos 37, foi a vez de Chiquinho derrubar Márcio Nobre. Alex agradeceu outra cortesia do Bahia. Com a vergonha estampada no placar e no rosto de cada um dos 20 mil tricolores na Fonte Nova, foi a vez de o técnico Edinho colocar em campo duas revelações das categorias de base, Gilberto e Willian, em lugar de Cícero e Cláudio.No segundo tempo, o Bahia começou melhor, em busca de seu golzinho de honra. Didi limpou o lance e tocou para Willian, que chutou forte, na trave de Gomes. Mas foi o Cruzeiro que ampliou, com Felipe Mello, aos 11 minutos. Ele recebeu na entrada da grande área e chutou com força, no alto, sem chance para Émerson: 5 a 0. O sexto gol veio aos 21 minutos e representou o exagero do Cruzeiro, que já havia cumprido a missão de chegar ao centésimo gol. Alex recebeu, passou pelo goleiro e tocou. A bola parecia nem querer mais balançar a rede: ficou presa em meio aos cordões.Três minutos depois, Motta recebeu sozinho, ganhou de Émerson e chutou para o gol, fazendo 7 a 0. O Cruzeiro ainda teve 20 minutos para exagerar, mas preferiu tocar a bola, enquanto a torcida baiana queimava bandeiras e provocava tumultos na saída do estádio.

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