Cruzeiro festeja vitória com taça nas mãos

Nada poderia ser melhor. O título garantido, um craque em tarde inspirada e um adversário desordenado. Esse foi o roteiro da partida na qual o Cruzeiro aplicou uma goleada por 5 a 2 sobre o Fluminense, no domingo, no Estádio Mineirão, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Para completar o cenário da festa, jogadores, diretoria e torcedores puderam, pela primeira vez na história do clube, comemorar o título da competição com o Troféu João Havelange nas mãos, entregue pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com uma rodada de antecedência.O Tricolor carioca, obrigado a comparecer no palco do espetáculo, até que tentou estragar a festa, abrindo o placar no primeiro tempo, depois de uma falha do goleiro Gomes. Mas, no segundo, o "trem azul", comandado por Alex e companhia, tratou de mostrar porque é o time que conquistou o título do Brasileiro, liderando com folga a maior parte da competição e não dando chances aos adversários. E o armador, que não havia disputado a partida contra o Paysandu, que garantiu o título ao Cruzeiro, mostrou porque é considerado o melhor jogador em atividade no País.Alex marcou dois gols. No primeiro, de costas para o gol e entre dois zagueiros, deu um leve toque na bola e encobriu o goleiro Kléber. No segundo, disparou de fora da área. Assim como o Cruzeiro, Alex conquistou pela primeira vez o Brasileiro. "Não joguei a última partida que nos garantiu o título. Mas hoje pude fazer um grande jogo e levantar a taça como capitão, depois de uma grande vitória e como um legítimo campeão", comemorou o jogador, que chegou ao Cruzeiro, contra a vontade da diretoria, mas com o respaldo do treinador Vanderlei Luxemburgo.Outro que levantou suspeitas do torcedor da Raposa, foi o atacante Márcio Nobre, autor do terceiro gol da goleada cruzeirense sobre o Tricolor. "Nosso time mereceu porque trabalhou duro. E quem trabalha Deus ajuda. Muita gente desconfiou do meu trabalho, mas o Vanderlei confiou em mim e, agora, o título ninguém me tira", desabafou.E o planejamento e o trabalho do time foram destacados pelo presidente do Cruzeiro, Alvimar de Oliveira Costa que, desde a gestão anterior, que teve à frente o seu irmão Zezé Perrella, persegue o título de campeão brasileiro. "É uma alegria incrível segurar o troféu. Esperamos esse título por muitos anos e agora conseguimos. E a comemoração não poderia ser melhor, pois conseguimos uma grande vitória para recebermos o troféu. Mas nada disso seria possível sem trabalho", disse o presidente, ressaltando a organização do clube. "Nada resiste ao trabalho. A instituição Cruzeiro, acima de tudo, está de parabéns, pois está cada vez mais estruturada e solidificada, servindo de exemplo para outras equipes", completou.Chateado por ter falhado no primeiro gol do Fluminense, o goleiro Gomes fez um balanço positivo de sua participação nos jogos, durante a temporada. "O torcedor sabe que trabalho para dar o melhor para o Cruzeiro. Mas hoje acabei falhando. Porém, tenho certeza que acertei mais que falhei nesse ano de 2003. Por isso, agradeço sempre o apoio do torcedor que sempre me motivou", afirmou.Homenagem - Na festa pelo recebimento do troféu oficial do Brasileiro, que contou com foguetório, papel picado nas cores azul e branca e estrelas amarelas sobre o pódio armado, ao lado do gramado, a diretoria celeste aproveitou para homenagear os ex-craques do clube, vencedores da Taça Brasil de 1966. Entre eles, nomes como Raul, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Ilton Oliveira, Neco, Evaldo, entre outros. Além dos ex-jogadores, os ex-dirigente de 66, Felício Brandi e Cármine Furletti também foram homenageados. "Me emociona muito ver essa torcida, pois quando assumimos o clube em 1959 eram poucos torcedores e agora é uma multidão", revelou Brandi.

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