Cruzeiro goleia e mantém a liderança

O atacante Aristizábal, com uma apresentação notável, se encarregou de aliviar a frustração dos torcedores do Cruzeiro pela surpreendente transferência do artilheiro Deivid para o futebol francês. O colombiano, autor de dois belos gols - um deles de bicicleta -, foi o comandante da goleada celeste, por 5 a 1, sobre o Paraná Clube, neste domingo à noite, no Mineirão, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time do técnico Vanderlei Luxemburgo se mantém na liderança isolada da competição, com 43 pontos, dois a mais que o São Paulo. O Paraná, que foi dirigido por Saulo de Freitas, que assumiu interinamente o lugar deixado por Adílson Batista, continua com 25 pontos. Num jogo aberto e bastante movimentado, o Cruzeiro construiu uma boa vantagem já no primeiro tempo. O zagueiro Cris abriu o marcador aos 18 minutos. Após uma cobrança de escanteio pela direita do meia Alex, Cris se antecipou à zaga paranaense e, de cabeça, fez 1 a 0. Em noite inspirada, Aristizábal cumpriu uma promessa feita no início do campeonato e ampliou para o time mineiro com um gol de bicicleta, aos 27 minutos. O goleiro Flávio chegou a fazer a defesa, mas o trio de arbitragem assinalou que a bola já havia entrado. Na volta do intervalo, aos nove minutos, o colombiano recebeu na área um passe de cabeça de Cris e com tranqüilidade passou pelo goleiro adversário para fazer 3 a 0. O Paraná descontou três minutos depois, quando o volante Fernando Miguel aproveitou uma falha do goleiro Artur. Mas o Cruzeiro continuava demonstrando um futebol bastante superior na partida e Alex marcou o quarto gol celeste aos 27 minutos. O meia cobrou com perfeição uma falta no ângulo superior esquerdo de Flávio. E coube ao lateral-esquerdo Leandro consolidar a goleada, ao invadir a área adversária e, num chute forte, fazer 5 a 1, aos 40 minutos. Após o jogo, ao comentar a ausência de Deivid e a atuação do Cruzeiro, Aristizábal preferiu ressaltar o "trabalho coletivo" do time. "O trabalho em conjunto é o mais importante no futebol". "A solução foi passar para os jogadores que o Deivid não estava mais aqui e que só nos restava ganhar o jogo", observou Luxemburgo.

Agencia Estado,

20 de julho de 2003 | 20h20

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