Washington Alves/ Light Press/ Cruzeiro
Washington Alves/ Light Press/ Cruzeiro

Cruzeiro perde seis pontos na Série B por dívida com time dos Emirados Árabes

Clube mineiro agora tem cinco meses para quitar débito por contratação do volante Denilson em 2016 para não sofrer uma punição ainda mais dura

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2020 | 22h58

A má fase do Cruzeiro parece não ter fim. Na noite desta terça-feira, a Fifa comunicou a CBF de que a equipe mineira começará a Série B do Campeonato Brasileiro com menos seis pontos em relação aos seus rivais. Sendo assim, o time mineiro começará o torneio, no qual jogará pela primeira vez, na lanterna. A informação inicial foi divulgada pela rádio Itatiaia e confirmada pelo Estadão.

Agora, o clube tem cinco meses para pagar a dívida ao Al-Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, podendo ser excluído da competição e rebaixado à Série C em caso de nova inadimplência. A CBF ainda não se manifestou publicamente sobre a punição.

A punição imposta pela Fifa não cabe recurso, ou seja, o Cruzeiro está com mãos atadas e terá que iniciar o torneio com prejuízo em relação a seus rivais. O clube mineiro tem como principal objetivo do ano conquistar o acesso à elite do futebol nacional.

Em comunicado, a diretoria do clube mineiro reconhece a dívida de R$ 5 milhões pelo empréstimo do volante Denilson, contratado em 2016. Mas disse que ainda não foi notificado oficialmente sobre a punição da Fifa. "Por causa deste processo, que não cabe mais recursos na Fifa, o clube celeste pode sofrer a punição de seis pontos na Série B do Campeonato Brasileiro. No entanto, a direção do clube ainda não recebeu nenhuma comunicação oficial, e o Cruzeiro está finalizando a negociação com o clube dos Emirados Árabes", informou o time brasileiro.

O clube alega que vinha negociando com o time dos Emirados Árabes, mas a crise financeira, agravada pela pandemia, e a eleição, marcada para esta quinta-feira, acabaram atrapalhando as tratativas.

"Estamos negociando com o Al-Whada e vamos seguir até o último minuto, aguardando um desfecho positivo, para que o Cruzeiro não seja penalizado com a perda de pontos. Estamos vivendo um momento de exceção, em que o mundo está sofrendo com as consequências desta crise com o coronavírus. Todos sabem da falta de recursos do Cruzeiro e o clube teve suas receitas ainda mais comprometidas pela situação de pandemia", afirmou Sandro Gonzalez, CEO do Conselho Gestor.

De acordo com o dirigente, a gestão provisória do clube insistiu na negociação recentemente e argumentou sobre suas dificuldades financeiras, mas o Al-Whada alegou que o problema já tinha quatro anos.

"Vínhamos tentando um adiamento para o segundo semestre, mas os dirigentes do Al-Whada foram taxativos. Eles disseram que o processo corre há mais de quatro anos na Fifa e ninguém do Cruzeiro, nenhum dirigente neste período todo, procurou o Al-Whada para buscar um acordo. Eles disseram que se sentiram frustrados e descrentes e que por isso não poderiam facilitar nada para o Cruzeiro neste momento. Nós explicamos a eles que o clube também foi uma vítima de tudo o que aconteceu nos últimos anos, que agora são outras pessoas que estão à frente da instituição, e que temos a total intenção de resolver. Já tínhamos tratativas avançadas desde a semana passada, e vamos fazer de tudo para evitar qualquer tipo de punição ao Cruzeiro", declarou Gonzalez.

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