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Divulgação/Cruzeiro
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Cruzeiro prevê déficit de R$ 143 milhões neste ano e informa dívida de R$ 81 milhões com a Fifa

Clube mineiro apresenta valores em reunião virtual e traça cenário preocupante para a temporada

Redação, Estadão Conteúdo

15 de abril de 2020 | 15h54

Em grave crise financeira, o Cruzeiro estima déficit de R$ 143 milhões em suas contas nesta temporada. A previsão é dos membros do Núcleo Dirigente Transitório, grupo que assumiu a gestão do clube de Minas Gerais no fim de 2019 e que apresentou esse valor em reunião virtual com os candidatos às presidências da equipe e do seu conselho deliberativo. O material foi publicado pelo Cruzeiro no portal da transparência do seu site. A dívida mais preocupante do clube envolve processos na Fifa e supera os R$ 81 milhões. A apresentação indica que o Cruzeiro precisará quitar R$ 36,6 milhões ainda no primeiro semestre, além de outros R$ 43,7 milhões no segundo. E ainda restará dívida de R$ 1,1 milhão para 2021.

Apesar do tamanho do buraco financeiro e da previsão de déficit assustadora, o Núcleo Dirigente Transitório aponta dados considerados positivos para o período em que está à frente do clube e que se encerrará em 31 de maio, data agendada para a posse do novo presidente. O grupo destaca que o Cruzeiro tinha folha salarial de R$ 16 milhões mensais, valor que foi reduzido em 81%, para R$ 3 milhões. Porém, é necessário destacar que os jogadores que permaneceram em 2020 aceitaram a redução salarial a partir de um acordo que lhes garantirá o recebimento dos valores suprimidos neste ano a partir de maio de 2021, quando o time espera estar de volta à primeira divisão nacional.

Além disso, jogadores como David, Ederson, Fabrício Bruno, Rafael, Thiago Neves e Fred acionaram a Justiça para deixar o Cruzeiro. E o grupo gestor estimou a perda de receita de R$ 60 milhões com a saída desses atletas. O material também aponta que o Cruzeiro economizou R$ 25 milhões com a saída de funcionários, R$ 1,2 milhão com as divisões de base, R$ 1,92 milhão com planos de saúde e seguros de vida e R$ 900 mil com linhas telefônicas.

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