Washington Alves/Cruzeiro
Washington Alves/Cruzeiro

Cruzeiro recebe ordem de pagamento de R$ 3,6 milhões por Caicedo

Ação foi iniciada pelo Independiente Del Valle, do Equador

Redação, Estadão Conteúdo

16 de julho de 2020 | 22h38

A diretoria do Cruzeiro revelou nesta quinta-feira que recebeu mais uma ordem de pagamento para quitar dívidas antigas do clube. Desta vez, a ação foi iniciada pelo Independiente Del Valle, do Equador, e cobra US$ 674.502,00 em valores corrigidos, em razão da contratação do zagueiro Kunty Caicedo. Pelo câmbio atual, a dívida equivale a R$ 3,6 milhões.

De acordo com a nova diretoria do clube mineiro, o vencimento está previsto para 20 de agosto. "Caso o pagamento não seja feito, a punição ao Cruzeiro será a proibição de registro de novos atletas, até que a dívida seja quitada", informou o Cruzeiro, em comunicado.

A dívida foi contraída quando o clube contratou o zagueiro Kunty Caicedo em outubro de 2016. Na época, o presidente do Cruzeiro era Gilvan de Pinho Tavares. O time brasileiro comprou 60% dos direitos econômicos do atleta em três parcelas de US$ 600 mil, a serem quitadas em janeiro de 2017, janeiro de 2018 e julho do mesmo ano.

Ainda em 2017, o Independiente Del Valle acionou a Fifa para cobrar as duas primeiras parcelas, que não teriam sido pagas pelo Cruzeiro. Há multa e juros anuais incidindo sobre os valores iniciais da negociação.

A dívida com o time equatoriano não é a única do Cruzeiro a vencer no mês de agosto. O clube também foi cobrado para pagar R$ 2,3 milhões ao Spartak Moscou pelo não pagamento pelo empréstimo do atacante Pedro Rocha. O prazo é 6 de agosto.

A boa notícia do dia para a torcida cruzeirense foi que o presidente Sérgio Santos Rodrigues, que assumiu o cargo em 1º de junho, anunciou ter quitado o valor R$ 20,7 milhões em dívidas do clube junto à Fifa nas últimas semanas.

Com estas cifras, o dirigente disse ter quitado dívidas, taxas e impostos referentes às ações do Zorya-UCR (em negociação envolvendo o atacante Willian Bigode), Unión Florida-ARG (por Ramón Ábila) e Tigres-MEX (por Rafael Sóbis).

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