Cruzeiro tropeça diante do Náutico, em noite de Acosta

Time mineiro vencia o jogo por 2 a 0 até o intervalo, mas no 2.º tempo brilhou a estrela do atacante uruguaio

Eduardo Kattah, Especial para o Estadão

12 de outubro de 2007 | 23h36

O Cruzeiro empatou nesta sexta-feira por 2 a 2 com o Náutico, no Mineirão, pela 31.ª rodada do Campeonato Brasileiro, e desperdiçou mais uma chance de conquistar três pontos e colocar pressão sobre o São Paulo, líder da competição nacional. A equipe de Belo Horizonte chegou a abrir uma vantagem de 2 a 0 no primeiro tempo, mas cedeu o empate na etapa final. Com o resultado, o time mineiro, que soma 53 pontos, dez a menos que o rival do Morumbi - que tem um jogo a menos -, poderá perder a vice-liderança na rodada neste sábado. Veja também: Classificação Calendário / Resultados O Santos, terceiro colocado com 51 pontos, e o Palmeiras, quarto, com 50, se enfrentam na Vila Belmiro. O São Paulo encara o Fluminense no Maracanã. Com o empate fora de casa, o Náutico conquistou um ponto importante na trajetória de se distanciar da zona de rebaixamento. O time de Recife chegou aos 40 pontos, na 12.ª colocação. O resultado foi mais comemorado porque o Cruzeiro fez 2 a 0 nos primeiros 45 minutos e parecia que venceria sem dificuldades. Mas, comandado pelo uruguaio Acosta, o Náutico foi buscar o empate.  O time da casa abriu o marcador aos 31 minutos, com o atacante Alecsandro. Quatro minutos depois, o lateral-direito Ângelo ampliou.  A torcida cruzeirense no Mineirão se animou, mas no segundo tempo a superioridade da equipe pernambucana foi evidente. O Cruzeiro não suportou a pressão e o futebol inspirado de Acosta, que diminuiu aos 17 minutos e igualou o placar aos 32 minutos. O uruguaio ainda cometeu falta dura e foi expulso perto do fim do jogo, mas o Cruzeiro não conseguiu aproveitar a vantagem numérica de jogadores para desempatar. Acosta tem agora 17 gols no Brasileirão, um a menos que o artilheiro do torneio, Josiel, do Paraná. Com mais um tropeço, o jejum de vitórias do time mineiro chega a quatro jogos, dois deles em casa. Os torcedores ficaram revoltados e protestaram contra as opções na escalação e alterações promovidas pelo técnico Dorival Júnior durante a partida.  O lateral-esquerdo Fernandinho tentou explicar o "apagão" do time na etapa final. "Displicência, pensamos que o jogo estava ganho." Para o atacante Roni, faltou à equipe "a inteligência necessária para segurar e até ampliar o placar".

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