Paulo Fonseca/EFE
Paulo Fonseca/EFE

Cruzeiro elimina o São Paulo nos pênaltispela Copa Libertadores

Equipe mineira aguarda Boca ou River nas quartas de final

CIRO CAMPOS, O Estado de S. Paulo

13 de maio de 2015 | 22h02

O goleiro Rogério Ceni se despediu das disputas da Copa Libertadores em uma noite em que o São Paulo amargou a sétima eliminação seguida para um rival brasileiro na competição. O Cruzeiro jogou melhor, fez 1 a 0 no tempo normal e 4 a 3 nos pênaltis, nesta quarta-feira, no Mineirão, e avançou às quartas de final.

No jogo, o São Paulo foi acuado e abdicou de arriscar. Já o Cruzeiro repetiu o que o adversário fez no Morumbi, ao atacar os 90 minutos e perder muitos gols. O goleiro tricolor esteve perto de ser herói e defendeu dois pênaltis. Ainda assim, não compensou as cobranças desperdiçadas por Luis Fabiano, Souza e Lucão.

Os dois times passaram os 90 minutos bastante tensos. Isso fez a partida ter um ritmo impressionante e de muita exigência física. Eram equipes dedicadas a fazer um jogo aberto e dispostas a correr a todo instante.

O Cruzeiro passou a fase de grupos inteira sem levar gols em casa e por apostar nesse retrospecto, forçou o ritmo para manter a torcida acesa no estádio. Os mineiros ditaram uma enorme intensidade e jogaram a plenos pulmões, principalmente nos 15 minutos iniciais. Era velocidade, lançamentos longos e, a qualquer mínima chance, os jogadores chutavam de fora da área.

Sem dar refresco, o Cruzeiro escolheu o lado direito do ataque como o ponto a ser martelado até a muralha tricolor ceder. Marquinhos atormentava Reinaldo e o nervoso lateral saiu para o intervalo no lucro, pois levou um cartão amarelo e ainda mereceu receber outro.

O sufocado São Paulo estava sem válvula de escape e nem mesmo o retorno de Michel Bastos significou ganho de poderio ofensivo. Livre da dengue, o meia não demonstrou muita disposição e foi anulado por Mena e o time chegava mais na base da cadência.

O ritmo lento e paciente se transformou na postura mais adequada para tentar reduzir a pressão sofrida. Por alguns míseros minutos isso até deu certo e o time chegou a ter mais posse de bola.

Os dois técnicos estavam satisfeitos com o panorama e não fizeram alterações para o segundo tempo. O cruzeirense Marcelo Oliveira foi mais feliz na escolha e na enésima descida pelo lado direito a muralha cedeu. Mayke apareceu livre na área e rolou para Leandro Damião completar para as redes, aos 9 minutos do segundo tempo.

O gol deu mais ânimo ao Cruzeiro e intimidou o São Paulo. Rogério Ceni se assustou repetidas vezes com chutes de longe e a equipe da casa se aproximava do segundo gol.

Quando o técnico Milton Cruz finalmente mexeu, aos 19 minutos, não conseguiu alterar o jogo. As substituições apenas repuseram jogadores das mesmas posições, não deram mais posse de bola e não arrumaram o problema de marcação.

O Tricolor passou o tempo restante completamente sufocado. O Cruzeiro teve mais chances e mereceu ter feito outros gols antes do fim.

FICHA TÉCNICA:

CRUZEIRO 1 (4) x (3) 0 SÃO PAULO

CRUZEIRO - Fábio; Mayke (Willian Farias), Bruno Rodrigo, Manoel e Mena; Willians, Henrique e De Arrascaeta; Willian (Gabriel Xavier), Marquinhos e Leandro Damião. Técnico: Marcelo Oliveira.

SÃO PAULO - Rogério Ceni; Bruno, Rafael Tolói, Lucão e Reinaldo; Denilson, Souza, Wesley (Centurión), Ganso e Michel Bastos (Hudson); Alexandre Pato (Luis Fabiano). Técnico: Milton Cruz.

GOL - Leandro Damião, aos 9 minutos do segundo tempo.

CARTÃO AMARELO - Reinaldo.

ÁRBITRO - Andres Cunha (Uruguai).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

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