CSF dá tempo para paz na Colômbia

Preocupada com a onda de violência que toma conta da Colômbia nos últimos dias, a Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF) decidiu, no fim da tarde desta quarta-feira, dar um tempo maior para que o governo colombiano resolva o problema do vice-presidente da federação de futebol daquele país, Hernán Mejía, seqüestrado na segunda-feira pelo grupo guerrilheiro Farc. O prazo limite para o fim do impasse não foi determinado oficialmente. "A situação pode se complicar se Mejía não for liberado até domingo", afirmou o presidente da Federação Colombiana de Futebol, Alvaro Fina.Poucas horas antes, o prefeito de Montevidéu, Mariano Arana, ofereceu o Uruguai como candidato a país-sede do torneio, fortalecendo os dirigentes que defendem a mudança. "A cidade está em condições de ser a sede, pois dispõe de todas as condições de infra-estrutura esportiva e de hotéis para abrigar o evento."Em comunicado oficial, o presidente da CSF, Nicolás Leoz, observou que os últimos episódios, incluindo as ameaças por carta que chegaram à embaixada argentina em Bogotá, "compromete a realização da competição e frustra a boa-vontade demonstrada em reiteradas ocasiões com a Colômbia". Chegou-se a noticiar que a competição seria suspensa até que Mejía, também coordenador da Copa América, fosse libertado. A informação foi dada nesta quarta-feira à tarde pelo presidente da Federação Peruana de Futebol, Nicolás Delfino.Esforço concentrado - O governo colombiano está fazendo esforços gigantescos para garantir a competição em seu território. A questão não é só esportiva. Caso não consiga seu objetivo, o presidente colombiano, Andrés Pastrana, praticamente admite que não tem controle sobre as ações dos grupos guerrilheiros. Seria como curvar-se aos desejos dos rebeldes. "A guerrilha disse que vai respeitar a Copa Améria e tenho certeza de que vão honrar sua palavra, pois os conheço", afirmou o presidente.Para atenuar a gravidade do problema, Pastrana adotou a estratégia de apontar as dificuldades de segurança existentes em outros países da América do Sul. Ele citou que Argentina e Chile atravessam períodos conturbados. "Existem problemas em todos os lugares. Existirá esse tipo de acontecimento em qualquer lugar." Mas para o líder do Exército de Libertação Nacional (ELN), Nicolás Rodriguéz, a missão do presidente não será fácil. "O país está em guerra e não há possibilidade de paz."

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