CSKA Moscou diz que acusação de racismo é infundada

O CSKA Moscou afirmou nesta quinta-feira que são infundadas as acusações de racismo contra a sua torcida, acusada de ter ofendido o volante marfinense Yaya Touré, do Manchester City, durante partida entre os dois times, na quarta-feira à noite, em Moscou, pela terceira rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

AE-AP, Agência Estado

24 de outubro de 2013 | 13h04

Em nota, o CSKA Moscou disse estar "surpreso e desapontado" com as declarações de Touré, acrescentando que "lamentamos o incidente, mesmo considerando que as acusações de racismo são infundadas". Antes, um porta-voz do clube já havia afirmado que ninguém mais no estádio, exceto Touré, ouviu as supostas ofensas.

Seydou Doumbia, atacante de Costa do Marfim que joga pelo CSKA Moscou saiu em defesa do seu clube, contra seu compatriota. "Meu colega marfinense está claramente exagerando", disse Doumbia para o site do clube russo.

Yaya Touré saiu de campo irritado após a vitória por 2 a 1. Ao ouvir a imitação de sons de macaco quando tocava na bola, o jogador contou que chegou a reclamar com o árbitro romeno Ovidiu Hategan durante a partida, mas nada foi feito para impedir os atos racistas da torcida do CSKA. "É decepcionante. É inacreditável e muito, muito triste ouvir cânticos como aqueles vindo dos torcedores", disse o jogador.

"Penso que a Uefa deve agir com rigor. Talvez fechar o estádio por alguns jogos. Como um jogador africano, é sempre triste ouvir algo assim. Seria ótimo se conseguíssemos acabar com isso", afirmou Yaya Touré, que, aos 30 anos, tem sido um dos grandes destaques do poderoso time do Manchester City e também da seleção da Costa do Marfim.

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