Cuba procura por novos boxeadores para os Jogos de Pequim

Debandada de atletas faz comissão olímpica cubana repensar em seu planejamento para futuras competições

Ansa

04 de janeiro de 2008 | 17h13

Após as baixas na equipe cubana de boxe em 2007, provocadas pela debandada de seus principais pugilistas durante campeonatos fora da ilha, Cuba está agora procurando uma nova equipe nacional, com capacidade para ganhar seu histórico espaço nos próximos Jogos Olímpicos, em Pequim.   O time de boxe rumo à China poderia ser liderado por Osmay Acosta, quem mais se destacou na temporada passada. Osmay é campeão cubano e pan-americano na categoria peso médio e ficou invicto em todas as lutas das quais participou em Cuba, em 2007.   "Por sua progressiva ascensão, Osmay se encontra entre as principais aspirações de Cuba para os Jogos Olímpicos de Pequim, um torneio bastante disputado", comentou hoje o jornal local Juventud Rebelde. O diário admitiu também que "este esporte sofreu diversas dificuldades nos últimos meses".   No ano passado, o boxeador cubano participou da Copa Independência, na República Dominicana, e dos torneios "Quatro Nações", na França, entre outros. Osmay Acosta não pôde participar do Campeonato Nacional de Chicago (Estados Unidos), porque Cuba não enviou representantes ao torneio, para evitar "pressões" sobre seus atletas, ou seja, ofertas para o boxe profissional.   Desde que a prática profissional-privada do boxe foi abolida em Cuba, qualquer oferta aceita por atletas cubanos para passar ao esporte altamente remunerado fora do país é considerada como uma "traição" por parte das autoridades locais.   Por décadas, o boxe cubano amador não enfrentou tais dificuldades (de fugas e aposentadorias) e, inclusive, a figura mais importante deste esporte - o lendário peso pesado cubano Teofilo Stevenson - desafiou algumas vezes o campeão mundial Muhammad Ali, sem abandonar sua condição de amador. Contudo, o combate nunca aconteceu, por recusa do também lendário pugilista norte-americano.   O ano passado foi terrível para o boxe cubano: seus principais atletas desertaram a equipe em 2007, como as estrelas Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que, depois, acabaram regressando a Cuba, mas permanecem agora fora de atividade.   Na corrida por reforços para seguir a tradição de liderança internacional do boxe de Cuba, se destacam, até o momento, os atletas Yordenis Ugás (60 quilos), Idel Torriente (57), Emilio Correa (75), Robert Alfonso (+91), Yoandri Salinas (51), Yampier Hernández (48) e Yasniel Toledo (54).   Além deles, também entram na lista das novas esperanças Yunier Dorticós (81), Michel López (+91) e Luis Enrique García Campoalegre (75), todos com ótimos resultados internacionais.

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