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Cuca aposta em nova dupla de atacantes contra o Red Bull

Treinador muda cinco jogadores e escala Erik e Rafael Marques para tentar vencer a primeira partida no Palmeiras

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2016 | 07h00

Entre as cinco mudanças que o técnico Cuca ensaiou durante a semana para o jogo desta sexta-feira contra o Red Bull Brasil, dois nomes no ataque podem realmente mudar o jeito de o time jogar. Rafael Marques e Erik vão ser escalados no Pacaembu, às 20h30, como protagonistas após duas derrotas seguidas. O objetivo principal das alterações é levar o treinador à sua primeira vitória no Palmeiras.

Sem Lucas Barrios (convocado para a seleção do Paraguai) e Cristaldo (em recuperação de dores musculares), Cuca espera que o Rafael Marques seja uma espécie de falso camisa 9. Ele terá liberdade para chegar à área, será responsável por marcar os zagueiros na saída de bola, mas deverá principalmente se movimentar e abrir espaços.

Cuca não está necessariamente tirando um coelho da cartola ao apostar nesta improvisação. Rafael Marques chegou ao clube como atacante por indicação do então técnico Oswaldo de Oliveira. Depois ele acabou sendo deslocado para atuar como meia por influência dos esquemas táticos adotados pelos treinadores. Neste ano, na pré-temporada, ainda sob comando de Marcelo Oliveira, foi testado de maneira semelhante e foi bem durante torneio no Uruguai.

A outra novidade é Erik. O reforço mais caro do ano – o Palmeiras pagou R$ 13 milhões para tirá-lo do Goiás – ainda não teve muitas oportunidades. Ele próprio afirma que os minutos em que atuou não somam dois jogos desde o mês de janeiro. Ele será o substituto de Gabriel Jesus, que está na seleção olímpica. “Tive uma boa conversa com o Cuca e ele me passou confiança”, afirmou.

As outras alterações são apenas troca de peças. Os laterais Lucas e Egídio e o volante Jean ganharam as vagas de João Pedro, Zé Roberto e Gabriel, respectivamente. Zé Roberto sai da equipe por questões físicas. O objetivo aqui é garantir força ofensiva pelos lados e boa cobertura.

Todas as mudanças buscam um jogo mais organizado e eficiente, principalmente no ataque, e maior controle da bola. Apesar da campanha ser razoável no Paulista – 15 pontos em 10 jogos –, o clima é de preocupação. O time está ameaçado na Libertadores e tem altos e baixos no Estadual. “A gente precisa melhorar o individual e, mais do que isso, o jogo coletivo”, afirmou o lateral Lucas. “Não estou na minha melhor fase e o grupo também não”, admitiu.

Além de trocar as peças, Cuca cobrou movimentação e rapidez, orientou o posicionamento dos atacantes, repetiu jogadas pela linha de fundo. Treinou até cobrança de lateral.

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