Cuca começa a definir o time do Botafogo para a final

Treinador não conta com Castillo, Triguinho, Alessandro e Jorge Henrique para jogo diante do Flamengo

Leonardo Maia, Agência Estado

25 de abril de 2008 | 20h20

Às voltas com muitos desfalques, o técnico Cuca deu os indícios das armas que usará na final do Estadual, neste domingo, contra o Flamengo, durante o treino tático e coletivo realizado ontem, em Caio Martins. Veja também: Flamengo perde Renato Augusto para a final do CariocaCuca formou o time principal com o goleiro Renan, o volante Leandro Guerreiro atuando como terceiro zagueiro, Túlio Souza na lateral-direita e o atacante Fábio. Eles entram nas vagas de Castillo, Triguinho, Alessandro e Jorge Henrique, respectivamente. "Estou cheio de problemas, mas também estou cheio de soluções", disse um animado e espirituoso Cuca. "Ainda vou testar o Eduardo [no lugar de Leandro Guerreiro] amanhã. Mas não tem muito mistério não."O técnico confirmou o jovem Renan, de 18 anos, no gol, apesar da atuação irregular contra a Portuguesa no meio de semana. "O Renan vai jogar. Era o reserva imediato do Castillo. Se eu o barrasse agora, qual a mensagem que estaria passando? Confiamos nele", confirmou Cuca, dizendo que o veterano Roger, o terceiro goleiro, não está com condições físicas ideais.Quanto às outras alterações, Cuca acha que pode transformar uma suposta desvantagem em vantagem. Ele quer aproveitar as características dos substitutos, como revelou com várias jogadas ensaiadas explorando o chute forte de Túlio Souza. "Tenho que usar da melhor forma todas as novas opções. A função do Túlio será semelhante a do Alessandro, mas ele tem um chute mais forte."Mas não são só os que vão entrar que sentirão aquele tradicional frio na barriga. O meia Zé Carlos confessa que nunca passou por emoção semelhante a que espera sentir no clássico. "Vai ser minha primeira decisão com tamanha importância. Um Botafogo e Flamengo decidindo o título do Rio."Zé Carlos diz que o importante nessas horas que antecedem o clássico é relaxar e procurar esquecer a agitação que toma conta da cidade. "A gente até vê as notícias do Flamengo, mas nada além disso. Conversamos sobre outras coisas, jogamos baralho, videogame, essas coisas." Mas até o treinador sabe o quanto é difícil manter-se alheio ao furor e ao nervosismo. "Quando jogava, lembro que em decisão minha perna demorava uns cinco minutos para firmar no chão", contou Cuca.

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