Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Cuca diz não ter mágoa de Felipe Melo, mas jogador não tem data para atuar

Técnico afirma não ter sofrido imposição jurídica e diz que volante terá chances quando reunir condições físicas

Estadão Conteúdo

08 de setembro de 2017 | 14h23

O técnico Cuca garantiu que não guarda mágoa do volante Felipe Melo, recentemente reintegrado ao elenco do Palmeiras após ter discutido com o treinador, após a eliminação da equipe da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, no fim de julho. No entanto, o comandante palmeirense não apontou uma data para o retorno do jogador à equipe.

Cuca tentou acalmar os ânimos após a polêmica entrevista do volante na última segunda-feira onde falou sobre sua reintegração ao elenco e, dentre outras coisas, falou que não havia pedido desculpas ao treinador - horas depois, no entanto, ele desmentiu a si mesmo, afirmando ter conversado com o comandante.

"O caso do Felipe é uma questão fácil de vocês entenderem. Primeiro, porque foi um imbróglio jurídico que se teve. Uma das razões que o Felipe foi reintegrado foi essa. Não é imposição. É uma aceitação minha também, porque não quero o mal do clube como não quero o mal do jogador. E sempre falei isso. Ele reconheceu seus erros, como qualquer outro ser humano erra, tem o direito de se recuperar. É o isso que está sendo dado para ele aqui, sem mágoa nenhuma da minha parte", afirmou o treinador.

O técnico alviverde tratou de minimizar as especulações de que ele não teria vontade de utilizar o jogador tanto por razões pessoais como por motivos táticos, diz que vai utilizar o jogador no futuro e que quer superar o ocorrido.

"(Ele) Está reintegrado. E não existe 'meio reintegrado'. Agora, ele está recuperando todo o tempo que parou. Se ele puder nos ser útil ao longo desse ano, vai ser aproveitado porque ele é um funcionário do clube. Quero ajudar o Felipe a ser uma pessoa melhor. E eu ser uma pessoa melhor também", frisou Cuca.

O comandante palmeirense, no entanto, não revelou se Felipe Melo pediu desculpas a ele pela discussão que provocou o afastamento dele. Posteriormente, o jogador entrou com uma intimação judicial ao clube por tê-lo impossibilitado de exercer sua profissão ao obrigá-lo a treinar em horários diferentes ao do restante do grupo.

"Lá dentro, eu sei, ele sabe o que aconteceu, de que forma aconteceu. Tanto que está reintegrado. E isso não é vergonhoso para ninguém. É passado, vamos tirar lições disso para o futuro", despistou o técnico.

Cuca também deu pistas do time que deverá enfrentar o Atlético Mineiro neste sábado, às 16 horas, no estádio Independência, em Belo Horizonte, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O lateral-esquerdo Egídio fez bons treinos e deverá assumir a posição no lugar de Michel Bastos, que sentiu um problema muscular.

Já o meia-atacante Dudu, capitão da equipe, deverá ficar no banco de reservas e entrar durante a partida, pois, segundo Cuca, ainda não reúne as condições físicas ideais para retomar o posto de titular da equipe. Roger Guedes também sentiu um problema durante os treinos e ainda é dúvida.

O treinador também revelou que o atacante Borja, dispensado pela comissão técnica para resolver questões particulares na Colômbia - ele estava com a seleção local para jogos das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2018 -, deverá se reapresentar na próxima segunda-feira. Desta forma, Willian e Deyverson deverão compor o setor de ataque do time contra o Atlético Mineiro.

O Palmeiras é o quarto colocado do Brasileirão com 36 pontos. Já o Atlético Mineiro ocupa a décima colocação do Nacional, com 29 pontos.

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