Rubens Chiri/São Paulo FC
Rubens Chiri/São Paulo FC

Cuca diz ter errado ao falar sobre saídas do São Paulo e pede desculpas

Técnica tinha indicado reformulação no elenco na última quarta-feira e pediu desculpas nesta sexta. Ele também disse entender o protesto da torcida

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2019 | 17h55

O técnico Cuca pediu desculpas nesta sexta-feira por ter falado sobre saídas de jogadores do São Paulo na última quarta, após a eliminação para o Bahia na Copa do Brasil. Na ocasião, o treinador indicou uma reformulação no elenco. Agora, disse que errou ao comentar o assunto.

"Quanto à declaração que dei na Bahia, após o jogo, foi uma tentativa de mostrar que tem um planejamento e ele segue. Mas reconheço que foi em um momento errado, e de uma forma indireta. Sem querer acaba expondo algum jogador. Peço desculpas. Era um intuito de proteção, não de exposição. Eu, mesmo experiente, errei. Às vezes, em coletiva, onde você é questionado, não gosto de ficar fugindo. Acabei falando uma coisa de ordem interna. Erro meu, não agrega nada. Externar nossas ideias. Já pedi desculpas para os próprios jogadores. Não citei nome e não vou citar aqui. Aquele que se sentiu ofendido, tem minhas desculpa", afirmou Cuca, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

Na última quarta, o técnico havia indicado uma reformulação no elenco: "Quando se tem um grupo grande, com jogadores que praticamente sabem que vão sair, mas não de imediato, isso tudo causa um efeito e você está dentro desse contexto. Essas pessoas que vão sair não é que são más pessoas, não são maus profissionais, mas isso foi escolhido para diminuir a folha e também pela eliminação. Não vou dizer que a saída deles vai melhorar, mas com a saída deles e a chegada de outros que vão chegar, tende a melhorar".

Nesta sexta, Cuca também falou sobre o protesto que a torcida realizará neste sábado de manhã, enquanto o elenco fará o último treino antes de enfrentar o Cruzeiro. O técnico disse entender os torcedores, mas pediu apoio durante a partida de domingo.

"Já participei disso em muitos clubes. É o outro lado. Um mês atrás estávamos no Morumbi com todos nos incentivando para a final. Agora é o outro lado contrário, lado o qual nós nos pusemos. Torcedor tem todo direito e razão. Eu quero passar uma mensagem para o torcedor, eles têm todo o direito, porém não estamos de braço cruzado, nós vamos trabalhar. Não percam a confiança, o resultado vai vir. É normal, em um campeonato, um time passar um tempo instável. O que ganha é o que passa por um menor tempo essa instabilidade. Graças a Deus temos uma oportunidade no domingo de cortar essa mal momento que a gente vive. Nós ficamos mais fracos sem o torcedor. Que venha, proteste. Sou sempre favorável ao diálogo. Mas domingo não pode protestar, tem que apoiar para termos uma chance maior de vencer", disse Cuca, que mostrou confiança para o restante da temporada:

"Já passei por diversas vezes. Sempre vem essa pergunta se é o maior desafio da minha vida. Em 2016, do outro lado aqui, no Palmeiras, tomamos uma goleada do Água Santa e depois falei que a gente ia sair campeão. Parecia loucura, mas era sentimento. Eu tenho certeza que o trabalho vai vingar aqui. Não é fácil trabalhar no futebol na hora ruim, mas temos que ter perseverança e fé. Eu passo isso para eles. Vamos reagir, não estamos no fundo do poço, estamos em quarto lugar. Viemos de duas eliminações catastróficas (Libertadores e Copa do Brasil), mas vamos acabar bem. Nossa defesa é uma das melhores, temos que achar uma condição para fazer mais gol. Buscar alternativas para criar mais chances", projetou Cuca.

O São Paulo está em quarto lugar no Brasileirão, com 11 pontos. Neste domingo, a partir das 16h, a equipe recebe o Cruzeiro no Pacaembu, em duelo válido pela sétima rodada do campeonato.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.