Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Cuca e Carille pedem paciência e defendem uso do árbitro de vídeo

Apesar da consideração, técnicos cobram mais agilidade em decisões do VAR

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2019 | 19h42

Os técnicos Cuca, do São Paulo, e Fábio Carille, do Corinthians, alinharam um discurso em defesa da utilização do árbitro de vídeo, o VAR, após o empate sem gols na primeira partida da final do Campeonato Paulista, neste domingo, no Morumbi.

Para os dois treinadores, a implementação do VAR está em fase de adaptação no futebol brasileiro e é preciso ter paciência com os árbitros envolvidos. Porém, ambos cobraram mais agilidade na decisão das jogadas quando o recurso for acionado.

Dois lances polêmicos aconteceram na final. Em nenhum deles o árbitro de campo, Luiz Flávio de Oliveira, chegou a ir ao monitor presente na lateral do gramado para checar a informação dos árbitros de vídeo.

No primeiro tempo, o São Paulo pediu pênalti, acusando que a bola bateu no braço esquerdo do volante Ralf, dentro da área. No fim da segunda etapa, foi a vez do Corinthians, que reclamou de um puxão de camisa no zagueiro Henrique dentro da área. Neste lance, o árbitro de vídeo levou cinco minutos para decidir pela não marcação da falta.

"Fui conversar com o quarteto. A gente tem que ter paciência. O VAR veio corrigir injustiças. Eles têm que ser um pouco mais rápidos nisso. Esfria o jogo. Quando é um lance interpretativo, tem que ser chamado e ver, como no lance do Ralf", disse Cuca.

O discurso do treinador corintiano foi semelhante. "A gente tem de levar em conta que é o primeiro ano (do VAR), alguns erros vão acontecer. Não vi (lance do Henrique), do Ralf também, a gente não discutiu sobre isso, mas o Love diz que vai na bola e está impedido. O próprio jogador relatou, está tudo certo. Do Ralf, não sei. Depois vou ver se a bola estava colada no corpo ou não. Mas, pelas palavras dos jogadores, está tudo certo", completou Carille.

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