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Cuca exalta presença do Santos no Maracanã e vê decisão da Libertadores sem favoritos

Técnico se diz ansioso para final contra o Palmeiras e exalta clube pelo poder de superar crises financeira e política

Marcio Dolzan, do Rio, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2021 | 16h32

Por tudo o que apresentaram ao longo da competição, e por se tratar de um clássico paulista e do próprio futebol brasileiro, Santos e Palmeiras farão neste sábado uma final de Libertadores sem favoritos. Ainda assim, a chegada do time santista à decisão surpreendeu muita gente, uma vez que o clube passou por uma troca (questionável) de comando técnico em meio à competição, enfrentou uma série de problemas extracampo e teve que encarar uma maratona de jogos com um elenco bem menos robusto do que o do rival. Cuca, porém, sempre soube disso. E é justamente aí que mora o segredo do sucesso do Santos.

"Era natural priorizá-la. A Libertadores era o caminho mais curto que nós tínhamos. Quando peguei o Santos já tínhamos duas vitórias via Jesualdo na competição, e na fase de grupos é meio caminho andado. O Campeonato Brasileiro vai premiar o melhor elenco, não o melhor time. São 38 rodadas, domingo, quarta, com a covid, lesão, suspensão, viagens a todo momento. Se você não tiver 25 jogadores do mesmo nível, você não vai ser campeão", considerou nesta sexta-feira, em entrevista coletiva concedida no Maracanã.

"Nossa aposta não ia ser o Brasileiro, ia ser na competição curta. Priorizamos pra deixar o time inteiro. Deu certo essa estratégia, chegamos à final", acrescentou o treinador.

maAo seu lado, o volante Alison corroborou as palavras do técnico. "Desde o primeiro dia ele foi bem sincero. A gente tinha a Copa Libertadores como nosso objetivo principal, e o primeiro passo foi dado, que é chegar à final."

Cuca, porém, reconheceu que o caminho, mesmo com os bons resultados, foi duro. "Dentro de todos os problemas que tivemos, e não foram poucos,  até financeiros... mas ficamos alheios. Tivemos paciência e confiança nas pessoas sem nunca reclamar de nada. Foi difícil, mas criamos um vínculo familiar, e isso nos fez chegar forte. Não é sinônimo de vitória, mas a gente chega forte. Vai estar todo mundo no seu máximo, o Palmeiras também."  

Para o técnico, o duelo deste sábado será entre equipes equivalentes. "A palavra medo não existe. Se você está envolvido nesse processo, pode até ter um cuidado maior, mas se chegou num momento desses... A própria competição deixou a gente cascudo. Na fase de grupos vencemos o Defensa y Justiça fora. Delfín a gente venceu fora. LDU, lá em Quito, difícil para qualquer um ganhar. Resultados 'ruins' que tivemos: empate fora com Grêmio e Boca", enumerou.  

 

O treinador disse ainda que está estudando a melhor estratégia de jogo, até porque precisa levar em conta o forte calor que se abate sobre a cidade do Rio e a possibilidade de uma prorrogação. Ele negou, contudo, que irá se basear na derrota do Palmeiras para o River Plate no segundo jogo da semifinal.

"Aquele foi um jogo atípico. O Palmeiras tinha 3 a 0 de vantagem e jogou contra um time que era franco atirador. É muito diferente de amanhã (sábado), que será um jogo que começa no 0 a 0", pontuou. "O futebol brasileiro está de parabéns, porque chega com duas equipes. O Palmeiras teve a melhor campanha e nós a segunda. Não tem favorito, é clássico e tudo pode acontecer", frisou Cuca.

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