Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Cuca explica confusão com PM ao tentar defender torcedor santista

Diretoria do clube promete pagar estragos causados no Pacaembu

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2018 | 05h10

A tensão que já existia antes de começar o duelo entre Santos e Independiente, na noite desta terça-feira, aumentou bastante com a revolta da torcida alvinegra. A Polícia Militar foi acionada e houve muita briga dentro e fora do estádio. Quatro torcedores foram detidos e o técnico Cuca se envolveu em uma confusão com a PM, que estava imobilizando um torcedor que conseguiu pular no gramado.

“Foi uma força exagerada em cima do menino, e violência gera violência. Está errado o rapaz invadir o campo, mas não precisa fazer daquele jeito. Eu apenas disse que estava asfixiando ele. Não levei porrada, nada, já passou e não tem nada demais. Respeito e muito o trabalho da polícia”, afirmou o treinador.

 

Cuca fez de tudo para buscar os gols que dariam a classificação para o Santos, que precisava reverter um placar de 3 a 0. Colocou o time no ataque, mas sofreu diante de um bem postado Independiente, que poderia ter saído na frente não fosse o pênalti defendido por Vanderlei antes do intervalo. O time da casa ainda tentou um gol na etapa final, mas abusou dos chuveirinhos na área e ainda sofreu com os contra-ataques rivais.

A eliminação na Libertadores desanimou os jogadores do Santos, que relembraram ainda a queda na Copa do Brasil recentemente. Gabigol mencionou o fato de que, naquela ocasião contra o Cruzeiro, o jogo foi encerrado com ele partindo livre com a bola contra o goleiro. A decisão foi para os pênaltis e o time paulista foi eliminado.

Agora, o presidente Peres promete ir às últimas consequências para reparar a “injustiça” feita ao clube. Seu vice, Orlando Rollo, prometeu pagar os prejuízos que a torcida causou no estádio. “Isso está previsto no contrato”, disse, se referindo a dezenas de cadeiras quebradas e divisórias de metal que os torcedores destruíram no Pacaembu.

 

 

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