Cuca implanta seu estilo no São Paulo

Cuca começou, no primeiro jogo em que comandou o São Paulo, a pôr em prática seu estilo Felipão, mesclando cobrança com o jeito ?paizão? de tratar os atletas. É assim que o treinador pretende formar a ?família Cuca? para que a equipe enfrente as dificuldades, que não deverão ser poucas, durante a temporada. O aperitivo, não muito saboroso, já foi experimentado na noite de quarta-feira, quando o time apenas empatou com a Ponte Preta por 0 a 0, no Morumbi, e acabou vaiado pelos torcedores.O técnico são-paulino fez questão de passar tranqüilidade para os jogadores e conversou com a maioria deles, no intervalo e após a partida. Quer tirar a pressão do grupo, que está apenas se formando.Chegou, por exemplo, perto do lateral-direito Cicinho para elogiar sua atuação. Disse, no entanto, que ele poderia ter rendido ainda mais."O Cuca sabe chegar até o jogador para conversar, dar instruções, exatamente como faz o Felipão", comentou Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do São Paulo. "Ele dá bronca de maneira carinhosa."Outra coincidência com Felipão: do lado de sua cama, o livro ?A Arte da Guerra?, de Sun-Tzu, tem lugar cativo. A obra mostra como superar as dificuldades e derrotar os adversários sem surpresas desagradáveis."Esse livro é meu, não do Felipão", brincou Cuca. Ele garante ter conhecido ?A Arte da Guerra? antes de seu colega, atualmente treinador da seleção portuguesa.Assim como Luiz Felipe Scolari, Cuca veste a camisa de seu clube e briga para alcançar o sucesso. E, às vezes, perde um pouco a paciência, embora tenha demonstrado bastante calma nas primeiras semanas de São Paulo. "Sou tranqüilo, já tive o pavio bem mais curto."Mas o empate na estréia o deixou aborrecido. Após o confronto com a Ponte, analisou os erros e acertos da equipe, mas não pensa em mudanças. Acha que é muito cedo para tirar qualquer conclusão. Gostou de três dos seis contratados: Cicinho, Fabão e Vélber. Danilo, Grafite e Marquinhos renderam abaixo do esperado, em sua opinião.A equipe busca a primeira vitória no Campeonato Paulista no domingo, contra a Portuguesa, no Canindé, às 17 horas.Marquinhos, embora esteja evoluindo fisicamente, deve continuar no banco de reservas. Diego Tardelli, que se despediu da Copa São Paulo de Juniores - recebeu o segundo cartão amarelo nesta quinta-feira, contra o Palmeiras, e está fora da final - será reintegrado ao profissional, mas antes deverá passar algum tempo em Barueri, com Cilinho, treinando ao lado dos jogadores das categorias de base.

Agencia Estado,

22 de janeiro de 2004 | 19h50

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