Cuca incentiva disputa por vaga no S.Paulo

Cuca se parece cada vez mais com Luiz Felipe Scolari à medida que se acostuma com a rotina do São Paulo. Além de exigir disciplina, a exemplo do colega que dirige a seleção portuguesa, faz questão de dar grande importância à parte psicológica, ao lado motivacional. E um dos artifícios utilizados para manter os jogadores com o astral alto é promover rodízio no time titular. Além de mantê-los com confiança, provoca grande disputa por posições, o que, em sua opinião, é algo sadio. "A idéia é ter um grupo confiável, quero um cara motivado em campo e uma boa sombra no banco." O único deslize ocorreu com o meia Souza, que reclamou por não ter ficado nem no banco no domingo, contra a Portuguesa Santista. Ele manifestou seu desejo de ser emprestado, como seu amigo Rico, que se transferiu para o Grêmio. "O Souza pode entrar na próxima partida. Os jogadores precisam ter essa consciência", comentou Cuca. O treinador citou o zagueiro Lugano como exemplo. O uruguaio perdeu a posição de titular para Rodrigo na última rodada, mas já voltará ao time no domingo, contra o América, no lugar de Fabão, suspenso. No atual elenco do São Paulo há apenas dois titulares absolutos, intocáveis. São o goleiro Rogério Ceni e o atacante Luís Fabiano. Com esse sistema, Cuca conseguiu tirar o Goiás da lanterna do Brasileiro de 2003. Pôs em ordem a casa, que estava desarrumada, e deu tranqüilidade para o grupo. Para o confronto do fim de semana, o técnico são-paulino estuda trocar Vélber por Marquinhos e Fábio Santos por Danilo. Sem papas na língua - Convocado mais uma vez para a seleção brasileira, Luís Fabiano, que tem a segunda melhor média de gols da história do São Paulo - perde apenas para Artur Friedenreich -, declarou, sem muita modéstia, estar no nível dos melhores atacantes do mundo. "Os atacantes da Europa fazem 10 gols e valem 20 milhões. Eu faço 40 gols e não estou valendo 15 milhões. E o nosso campeonato é muito mais difícil. É uma pena que o futebol do Brasil não tenha prestígio lá fora." O atacante não esconde o desejo de jogar na Europa, desde que seja para um clube de ponta. Mesmo assim, apenas depois da Libertadores.

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