Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Cuca minimiza crise política no Santos: 'Não está respingando nada'

Técnico assegura que processo de impeachment contra o presidente José Carlos Peres não interfere no trabalho em campo

Estadao Conteudo

14 Setembro 2018 | 18h46

O técnico Cuca garante que o caos político vivido pelo Santos não interfere no trabalho dele com o elenco. Desde que o treinador foi contratado, no fim de julho, o Santos perdeu apenas duas partidas, contabilizados os resultados apenas dentro de campo, apesar do processo de impeachment em vigor contra o presidente José Carlos Peres.

"Eu não vejo uma situação crítica na parte política. A gente está muito tranquilo na nossa parte aqui. O presidente falou uma vez para eu cuidar do campo. Eu estou cuidando aqui e as coisas estão boas. A gente está alheio a tudo isso, não está respingando nada aqui. Qualquer que venha ser o resultado do jogo, não tem o fator política no meio. A gente torce para que o melhor aconteça. Que todos possam se unir e a gente ficar mais fortalecido", comentou o treinador nesta sexta-feira, após treino no CT Rei Pelé.

Sem um executivo de futebol, Cuca vem participando das decisões tomadas pelo departamento de futebol. "Nós perdemos o Ricardo (Gomes, executivo de futebol que foi para o Bordeaux), que é uma pessoa do bem, mas neste momento não tem uma janela de transferências. As coisas ficam mais tranquilas, estabilizadas", afirmou o técnico, que descartou acumular as funções de técnico e executivo de futebol

"Vai dobrar o salário? Não aceito de jeito nenhum, sou treinador. Quem sabe mais tarde. Hoje, não. E vamos deixar assim. A gente se sente bem (em ajudar) porque é o habitat. Falar sobre isso é situação boa. Temos conhecimento de pessoas boas e às vezes solução está embaixo do nariz", comentou o técnico sobre um possível substituto de Ricardo Gomes.

Agora que está tendo semanas cheias para trabalhar com o elenco, Cuca espera que o Santos melhore ainda mais nas próximas semanas, prometendo aproveitar o tempo livre. O Santos está em oitavo lugar no Brasileirão, com 31 pontos, a dez da zona de classificação à Libertadores, e com um jogo a menos do que a maioria da equipes do torneio.

"Treinar, treinar e treinar. O treino é tão importante quanto o jogo. Quando você joga, você 'destreina'. Você pega ritmo de jogo, mas não para todos. Essa outra parte do seu elenco faz falta mais tarde. A gente trabalhou bem o grupo todo, em todos os sentidos. Sempre que vocês da imprensa entram, veem um complemento de treino. A parte tática e a parte técnica a gente treina antes", explicou o técnico.

 

 

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