Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Cuca pede presença de palmeirenses no entorno da arena: 'É um dia em 22 anos'

Palmeiras pode ser campeão Brasileiro neste domingo contra a Chapecoense

Ciro Campos e Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2016 | 19h35

O técnico Cuca, do Palmeiras, incorporou nesta sexta-feira o clima de expectativa da torcida do clube pelo jogo deste domingo, que pode dar o título do Campeonato Brasileiro após 22 anos de jejum na competição. O treinador pediu para ser organizada uma recepção do lado de fora do Allianz Parque, local do jogo com a Chapecoense, para acolher quem ficou sem ingresso.

O apelo do comandante palmeirense vai na contramão da ordem aplicada pela Polícia Militar em conjunto com o Ministério Público. Ambos proíbem a presença nos arredores de quem não tem ingresso. "Na minha opinião, posso até ir contra todo mundo, é que se houvesse bom senso, fechava a rua e colocava um telão para quem ficou fora. Se colocassem 500 mil ingressos, iriam vender todos. Acho que aquela imediação deveria ficar para o torcedor. É um dia atípico, um dia em 22 anos", disse.

O treinador pode levar o clube a um título brasileiro após 22 anos caso empate com a equipe catarinense. A expectativa pela comemoração fez o treino desta sexta-feira na Academia de Futebol ter a presença de cerca de cem torcedores. Entre mensagens de incentivo ao clube, um grupo levou uma faixa com os dizeres "Fica, Cuca", já que o contrato dele vai até o fim do ano.

Diante desse pedido, o treinador desconversou. "O que eu tenho para dizer: não fui procurado por ninguém do Palmeiras. Estou centrado em buscar o título.  Meu futuro é domingo. Não tem futuro mais importante do que isso", afirmou Cuca, contratado em março pela diretoria para substituir Marcelo Oliveira.

As especulações sobre o futuro do técnico aumentaram depois de nesta semana o jornal italiano La Gazzetta Dello Sport publicar uma entrevista em que Cuca revelou ter planos de passar uma temporada no país europeu. "Quanto mais conhecimento a gente se presta a ter, melhor você fica como profissional. Tenho ideia de ir para lá no começo do mês que vem com minha família para ter conhecimento em alguns clubes", afirmou.

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