Cuca pede reforços ao presidente

O técnico Cuca garante que não aproveitou a viagem que todo o elenco fez nesta sexta-feira à Aparecida para pedir à Nossa Senhora um novo reforço para o elenco do São Paulo. Mas, se poupou a Padroeira do Brasil, diz que não dará trégua ao presidente Marcelo Portugal Gouvêa. "Vou atrás dele, não tenha dúvida. E antes mesmo da eleição. A gente está precisando mesmo", avisa o treinador.Marcelo Portugal Gouvêa havia prometido se preocupar com contratações apenas após a eleição presidencial, que estava marcada para segunda-feira. Mas como a oposição conseguiu o adiamento para dia 30, justifica-se a preocupação do treinador.E não é apenas dele. Há jogadores preocupados com a fragilidade do elenco, que tem apenas três atacantes e quatro zagueiros para enfrentar um campeonato longo como o Brasileiro, com 46 rodadas.Grafite está assustado. "Temos de torcer muito para que não haja expulsões nem contusões, porque temos poucos jogadores. Se o Luís Fabiano não puder jogar, a gente tem de improvisar. Eu posso jogar mais no centro e o Jean entrar pelo lado. Quando o Dimba se machucou no Goiás, a solução foi essa, mas era bom ter mais jogadores para o time ficar forte", afirma o atacante.O zagueiro Rodrigo levou cinco cartões amarelos em seis jogos da Libertadores, competição em que não há suspensão por acúmulo de amarelos. No Brasileiro é diferente, ele já teria ficado fora de uma partida e estaria ?pendurado?. "Como nosso elenco é pequeno, essa é uma preocupação grande, mas não dá para mudar o estilo de jogo. Se precisar dividir com força ninguém vai tirar o pé por receio de ficar fora da próxima partida", revela o jogador.Marquinhos acha que o time precisa começar o campeonato com muita força para conseguir uma folga em relação aos adversários. "No começo, os problemas por causa de elenco pequeno não aparecem tanto. Temos de deslanchar para depois termos uma folga. Nosso time é bom, mas novas contratações seriam bem-vindas."A viagem à Aparecida foi uma decisão do diretor de futebol Juvenal Juvêncio para agradecer pela classificação para a segunda fase da Libertadores.Para Grafite, a viagem não foi novidade. "Quando nasci, tive problemas de saúde e meu pai prometeu que eu seria batizado em Aparecida caso sobrevivesse. Nossa Senhora é minha madrinha e já fui mais de dez vezes até Aparecida?, conta.A última vez foi em 2001, quando ainda jogava na Matonense. "De lá para cá, minha vida melhorou muito e por isso tinha muito para agradecer. Aproveitei também para fazer uns pedidos novos", admite Grafite.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.