Epitacio Pessoa/Estadão
Epitacio Pessoa/Estadão

Cuca promete atacar o Olimpia no Paraguai

Atlético-MG iniciou ontem à noite a concentração em Belo Horizonte para o jogo de ida da final da Libertadores

FÁBIO HECICO, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2013 | 07h30

SÃO PAULO - O Atlético-MG deixou o Pacaembu direto para a Cidade do Galo. Desde ontem à noite, a equipe iniciou a concentração em Belo Horizonte para o jogo de ida da final da Copa Libertadores, quarta-feira, diante do Olimpia, no Paraguai. A ordem de Cuca é blindar seus jogadores, tirá-los do clima eufórico da torcida, controlar alimentação e descanso.

“Temos de pensar em tudo, porque vai ser uma enorme batalha. Antecipamos a concentração, pedimos o sacrifício dos atletas. Eles ficam bravos de ter de ficar reclusos por vários dias, mas temos de abrir o olho senão saímos atrás fisicamente e isso pode custar caro”, enfatiza Cuca.

Tomando conta de todos os detalhes para não deixar escapar o que seria a maior conquista da sua carreira, o treinador até deu descanso para Réver já no intervalo, ontem. E ainda deixou outros oito titulares fora do jogo com o Corinthians. A meta é de chegar em Assunção com doação intensa para esfriar o ânimo dos paraguaios. Cuca sabe da pressão que vai enfrentar e, por isso, aposta no descanso para também “poder jogar”.

“Temos de trazer a final para casa. Lá, eles entrarão com tudo e precisaremos de inteligência para deixar a decisão aberta. Sair atrás pode ter um preço alto.”

Depois de buscar igualdade com o Tijuana nos acréscimos e de perder do Newell’s Old Boys, Cuca garante que todos aprenderam e terão uma postura diferente em campo. “Vamos agredir, mostrar nossa força. O empate será um bom resultado. A vitória, excelente, e vamos com esse pensamento.”

Acostumado a ser chamado de pé-frio, Cuca fez questão de valorizar o segundo lugar no Brasileiro de 2012 e agora aposta que chegou a vez do Atlético.

“Acho que é a nossa hora. Ano passado o Corinthians ganhou o que buscava há tempos e também foi campeão no Japão. Acho que agora é o momento. Espero estar no Marrocos no fim do ano (sede do Mundial).”

O combustível, segundo ele, veio com as duas vitórias seguidas no Brasileiro (contra Criciúma e Corinthians). “Viemos aqui e merecemos vencer e isso dá força. Encarar 32 mil pessoas e um time forte não é fácil. Se sai atrás, leva dois, três... Fomos bem e até podíamos ampliar.”

Os jogadores concordaram. “Ganhamos de um grande time, bem armado, o que dá moral. No Paraguai, vamos entrar com 200% de determinação”, aposta o goleiro Victor.

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