Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Cuca quer corrigir desequilíbrio físico do São Paulo na parada da Copa América

'No meio do ano vamos deixar a equipe mais fortalecida em todos os aspectos', projeta o treinador

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 04h30

Terceiro colocado do Brasileirão, com os mesmos dez pontos de Santos e Palmeiras, o São Paulo tem um elenco desequilibrado fisicamente. A comissão técnica tricolor vê o fato com naturalidade e separa o grupo em diversos níveis, já que muitos jogadores tiveram uma pré-temporada em cada lugar. 

A expectativa é de que o elenco fique equilibrado fisicamente após a parada dos campeonatos por conta da Copa América. Até lá, o São Paulo terá mais sete jogos: cinco pelo Brasileirão e dois pela Copa do Brasil.

Os diferentes níveis físicos têm feito o São Paulo sofrer com lesões. No jogo contra o Fortaleza, por exemplo, seis jogadores não ficaram à disposição do técnico Cuca porque se recuperam de contusões. 

"Não tem um culpado. Foi uma pré-temporada que em três dias estava jogando (na Florida Cup). O jogador não teve tempo para se preparar e se fortalecer. Foi se fortalecendo jogo a jogo e o índice de lesão cresce. Não é um planejamento errado, era o que tinha que acontecer. No meio do ano vamos deixar a equipe mais fortalecida em todos os aspectos", disse Cuca, que espera ter ao menos dois reforços para a partida contra o Athletico-PR, no próximo domingo.

Na visão da comissão, o principal motivo para o elenco estar desequilibrado é que muitos jogadores perderam a pré-temporada. Walce, Luan, Igor Gomes e Toró estavam com a Seleção Brasileira Sub-20 no começo do ano e só retornaram ao São Paulo na metade de fevereiro. Antony voltou ao elenco profissional depois de ser campeão da Copinha em fevereiro. Ainda há os casos dos reforços vindo do exterior: Hernanes, o único que participou da Florida Cup, Tchê Tchê, Vitor Bueno e Alexandre Pato.

Além das diferentes preparações, outro fator contribuiu para o desequilíbrio físico do elenco: as trocas de treinadores. Em quase quatro meses, o São Paulo foi comandado por André Jardine, Vagner Mancini e Cuca. Então, houve mudanças na metodologia de trabalho e dos jogadores utilizados com mais frequência.

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